Bandidos roubam até bicicleta de carteiro

Bandidos roubam até bicicleta de carteiro

Atualizado: Segunda-feira, 6 Setembro de 2010 as 2:10

Funcionários de empresas prestadoras de serviços públicos podem enfrentar problemas na hora de executar o trabalho em locais com alto índice de criminalidade em Curitiba.

Além de ameaças disparadas ao funcionário (dependendo da atividade a ser realizada, como o corte de serviços), já foram registrados outras furtos e roubos de material de trabalho.

Algumas empresas informaram que ocorrem fatos isolados; outras, que nada acontece. Mas há casos em que os empregados ficam assustados e ás vezes até precisam de apoio psicológico depois do episódio de violência.

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) registra, em média, um roubo por mês de uma bicicleta utilizada por carteiros para realizar a entrega de cartas e encomendas em locais mais perigosos em Curitiba e região metropolitana.

A bicicleta é utilizada porque o profissional precisa percorrer distâncias maiores em lugares de periferia, onde a maioria das áreas de risco se encontram. “Já tivemos casos em que o carteiro foi abordado por homens armados por causa da bicicleta. E o equipamento nem tem valor agregado. São robustas, mas simples. Não tem atrativo nenhum. A única característica é ser uma bicicleta de carga”, comenta Luciano Ferreira da Silva, gerente de atividades externas em Curitiba e Região Metropolitana dos Correios.

De acordo com ele, há trabalhadores que ficam afetados psicologicamente com os episódios e alguns chegam a ser afastados do trabalho na rua. Isto acontece também quando o carteiro que presencia algum tipo de crime violento enquanto cumpre o seu trabalho.

A alternativa para evitar problemas é entregar as cartas pela manhã nos locais mais perigosos. “Percebemos que é mais seguro na parte da manhã. Não podemos deixar de entregar nada. Então nos adaptamos para evitar os riscos”, afirma Silva.

Normalmente, os carteiros fazem a separação do material pela manhã e saem para fazer as entregas no período da tarde. Para dar conta e realizar o serviço antes da hora do almoço, vários carteiros se juntam e fazem uma força-tarefa para separar as cartas.

“Esta é uma situação que nos preocupa porque não acontecia antes. Os carteiros eram respeitados pelas comunidades. Esta identidade está se perdendo. Está faltando a identidade com o prestador de serviço”, avalia Silva.

Nas regiões com maiores índices de criminalidade, os Correios procuram apresentar os carteiros responsáveis por aquelas áreas para os presidentes de associações locais, como as de moradores. E isto se repete a cada vez que a escala de profissionais é alterada.

Postado por: Thatiane de Souza

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