MENU

"Banheiro de bolso" gera polêmica entre foliões cariocas

"Banheiro de bolso" gera polêmica entre foliões cariocas

Atualizado: Quinta-feira, 27 Janeiro de 2011 as 2:53

O Toalete Descartável, alternativa criada para salvar a pele de motoristas “apertados” e evitar que pessoas façam xixi ou vomitem nas ruas, sobretudo em dias de festa, vem gerando polêmica e não deve fazer muito sucesso entre os foliões cariocas.

Ao menos é o que se pode concluir após consulta feita pela reportagem do R7 a cerca de vinte pessoas no centro do Rio de Janeiro. O preço, cerca de R$ 3,50 a unidade, é um dos fatores que mais assusta. Cada saquinho contém cristais derivados de celulose que, em contato com urina ou vômito, se transforma em um gel e camufla o cheiro em até 98%.

Em contrapartida ao gasto extra para comprar o “banheiro de bolso”, há pontos positivos, como a limpeza da cidade. Algumas ruas do Rio, onde há festas de Carnaval, costumam exalar forte cheiro de urina na época da folia. O odor desagradável, porém, não é o suficiente para convencer o vendedor Rodrigo Henrique Penha, de 28 anos. Ele reclamou do preço e ainda disse que se aliviar “em um muro ali no canto” é muito mais prático.

- É o preço de uma latinha de cerveja, não dá. Além disso, não dá para eu entrar numa farmácia e comprar. Quem está apertado não vai fazer isso. Vai em um muro ali no canto e se alivia.

O “saquinho” também não chamou a atenção do ambulante André Fernandes, de 30 anos.

- Claro que não uso. Ainda mais por esse preço. Vou em um beco, atrás de um carro, mas não uso isso, não. Nem se eu estivesse em um engarrafamento, muito apertado.

O arquiteto André Nobre, de 34 anos, além do nome, tem também a mesma opinião do ambulante.

- Você vai algumas vezes ao 'banheiro' durante a festa. Imagina se você for comprar esse saquinho toda hora? Fica pesado no bolso.

O estudante Jonathan dos Santos, de 18 anos, nem sabia da existência do tal “banheiro de bolso”, mas não se empolgou. Apesar de tímido, foi contundente ao dizer que nem pensaria em usar no Carnaval, por exemplo.

- É bem caro, não dá para ficar comprando isso, não. É complicado. Eu faço na rua mesmo, onde der. É o jeito.

A Prefeitura do Rio costuma espalhar Guardas Municipais pela cidade, em épocas de festas populares, com o objetivo de evitar que pessoas façam suas necessidades nas ruas. Policiais Militares também agem no mesmo sentido.

Saquinho “quebra o galho” no trânsito

Os foliões não pretendem usar o “banheiro de bolso”, mas o artifício faz parte da rotina de alguns taxistas. Seu Alves, que roda entre o centro e a zona sul do Rio, ainda não comprou, mas tem companheiros que já utilizaram e aprovaram.

- A cidade é muita engarrafada. Tem horário que fica complicado demais. Então isso ajuda sim. Só não é muito legal quando temos passageiros. Mas tenho colegas que usam isso e disseram que quebra um galho.    

veja também