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'Base móvel ampliará integração com comunidade da USP', diz coronel

'Base móvel ampliará integração com comunidade da USP', diz coronel

Atualizado: Sexta-feira, 11 Novembro de 2011 as 3:46

Policiais militares monitoram entradas do prédio da reitoria da USP após a desocupação (Foto: Juliana Cardilli/G1) O campus da Universidade de São Paulo (USP), na Zona Oeste da capital, vai ganhar a sua primeira base comunitária móvel da Polícia Militar na próxima semana, segundo o coronel Wellington Luiz Dorian Venizian, comandante do policiamento de área da região oeste. A instalação da base móvel da PM não significa, no entanto, um reforço do policiamento, mas apenas a substituição de “um equipamento policial” no campus, de acordo com o oficial da corporação.

"Não vamos ampliar o policiamento no campus. Vamos substitutir uma das patrulhas feitas por carro pela base comunitária móvel. A base será um facilitador do relacionamento da polícia com a comunidade universitária", afirmou Venizian. Segundo o coronel, a instalação da base já estava prevista no convênio assinado pelo conselho gestor da USP com a Polícia Militar em setembro passado. No entanto, ele negou que os últimos acontecimentos no campus tenha servido como pretexto para antecipar o processo de instalação da base móvel. "Não estamos seguindo um cronograma", explicou. Na noite do dia 27 de outubro, policiais militares flagraram três estudantes com maconha na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH).  Ao tentar levá-los a uma delegacia próxima, os policiais foram impedidos por outros alunos. Houve confronto. Em seguida, alunos invadiram o prédio da administração da FFLCH.

No dia 1º de novembro, em assembleia foi decidida a desocupação do prédio. Uma minoria discordou da decisão e invadiu a sede da reitoria da USP. A reintegração de posse pela PM ocorreu na madrugada de terça-feira (8). Cerca de 70 estudantes que ocupavam o prédio foram detidos e liberados após pagamento de fiança. Os manifestantes reivindicam o fim do convênio com a Polícia Militar e a retirada dos processos criminais e administrativos movidos contra professores, funcionários e estudantes pela reitoria.

A base móvel comunitária contará com três policiais por turno e deverá ser instalada em pontos de fácil acesso. Além disso, o policiamento na Cidade Universitária continuará sendo feito por outros nove policiais militares, sendo dois em motocicletas e os demais em outros dois carros.

O coronel confirmou que os policiais militares receberão um treinamento específico para atuar no campus da USP. "Todos os policiais que passam pelo curso de graduação da PM têm três tipos de conhecimento: a promoção dos Direitos Humanos; a gestão pela qualidade, que significa a adoção das melhores práticas; e a prática da polícia comunitária. Estamos apenas reforçando e focando estes conhecimentos", disse.

Em síntese, o objetivo da instalação da base comunitária móvel é "aprofundar essa integração com a comunidade universitária". "Nossa intenção é buscar uma maior aproximação para encontrarmos soluções mais duradouras. Queremos contar com a participação das pessoas, para que elas mesmo proponham estas soluções. A polícia só quer fazer o bem para as pessoas", afirmou.          

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