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Baterista diz que documentário sobre crise do Metallica foi ideia 'estúpida'

Baterista diz que documentário sobre crise do Metallica foi ideia 'estúpida'

Atualizado: Terça-feira, 20 Julho de 2010 as 3:14

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, afirmou em entrevista recente ao australiano "Herald Sun" que se arrepende de ter lavado a roupa suja da banda no documentário "Some kind of monster", lançado em DVD em 2003.

O filme acompanha as gravações do álbum "St. Anger" ao mesmo tempo em que revela as brigas internas da banda - especialmente entre Lars e James Hetfield, vocal e guitarra do Metallica. Na época, eles chegaram a contratar um psiquiatra para fazer terapia de grupo e tentar manter a união entre a banda.

"Sei que outros músicos parecem ter vivido muitos desses momentos. Mas não foram estúpidos o suficiente para filmá-los e compartilhá-los com o resto do mundo", reclama Lars na entrevista.

O mico, na opinião dele, foi tamanho que o documentário é motivo de chacota até para o ex-vocalista do Oasis, Noel Gallagher, que não é exatamente um modelo a se seguir no que se refere à separação entre vida pública e privada. "Toda vez que vejo o Noel Gallagher, ele repete falas do filme na minha cara", ri Lars. "Essa coisa ganhou vida própria. Tive que viver aquela m* por três malditos anos! Aquilo tudo f* com a minha cabeça", diz.

Mas o baterista do Metallica, que voltou a cair nas graças dos fãs e da crítica com o recente álbum (e a turnê) "Death magnetic", diz que aqueles tempos são águas passadas.

"A dinâmica interna na banda está radicalmente diferente agora. É difícil me relacionar com aquele filme agora. É como se fosse uma coisa em terceira pessoa. Se vejo um trecho do filme e penso sobre ele, é mais como se tivesse acontecido a uma outra pessoa", conclui.

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