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Bebê com problemas na moleira venceu uma batalha no ES, diz mãe

Bebê com problemas na moleira venceu uma batalha no ES, diz mãe

Atualizado: Quinta-feira, 29 Setembro de 2011 as 11:52

Cirurgia de bebê com fechamento de moleira precoce

é autorizada no ES (Foto: Juirana Nobres / G1)

  "A Raylane venceu uma batalha". Essas foram as palavras da mãe da bebê de seis meses, ao saber que a cirurgia que a filha precisa com urgência foi liberada na noite desta quarta-feira (28) pelo Plano de saúde São Bernardo. Raylane Rangel de seis meses teve o fechamento precoce da moleira, e por esta razão o cérebro de menina pode sofrer uma compressão, o crânio e rosto já estão com pequenas deformações. Segundo o plano de saúde, a liberação para a cirurgia já foi feita e agora a criança vai passar por novos exames. A cirurgia será marcada para os próximos dias.&S232;&S232;

A mãe da criança Roseane Pereira, travou uma briga na Justiça para conseguir a liberação da cirurgia pelo plano de saúde, que já atendia a irmã de Raylane de quatro anos. O São Bernardo Saúde desde o dia 19 de setembro se recusava a liberar o procedimento cirúrgico.

De acordo com o plano, o motivo para o impasse era que, no caso da Raylane, a mãe não possuía o plano de saúde e a associação havia sido feita somente quando ela tinha dois meses. Disse ainda que o procedimento de que a bebê necessitava era de alta complexidade e a carência para ele era de 180 dias. Ainda segundo o São Bernardo Saúde, a cirurgia só poderia ser liberada a partir do dia 28 de outubro de 2011, considerando que a adesão da criança tinha sido feita em maio.   A pedagoga e mãe de Raylane se sente aliviada e vitoriosa. "Em alguns momentos pensei que fosse ver minha filha sofrendo, foi muito difícil mesmo, mas por ela eu brigaria até o fim. O plano de saúde São Bernardo fez pouco caso da gente, não pegaram nas mãos o pedido de cirurgia e também não avaliaram os exames que a minha filha foi submetida. Só consegui a cirugia por que fui à imprensa. Agora fico imaginando quantos pessoas devem estar sofrendo em casa sem nenhuma solução há meses", desabafou Roseane.

A mãe de Raylane disse que não teve tratamento adequado ao encaminhar o solicitação de internação no começo do mês, ela disse que foi atendida em uma cadeira. "O nosso governo precisa assumir uma postura mais com os convênios e não deve deixar a população a mercê. Nós já pagamos um alto preço para ser melhor atendido por um plano de saúde, e não depender da saúde pública, e de repente nos deparamos com esta situação", enfatizou Roseane.&S232;&S232;

Posicionamento da empresa

De acordo com o São Bernardo Saúde, a família da associada não obteve liminar para realização do procedimento e, portanto, juridicamente, contratualmente e administrativamente o posicionamento da operadora está correto. Entretanto, preservando seus valores humanos, presentes em toda sua história, fez a liberação.

Ainda segundo o plano, Raylane nasceu credenciada a outra operadora de plano de saúde e ao verificar a necessidade de investigar seu problema, foi feita a associação ao São Bernardo Saúde. Apenas alguns dias após a associação, foi solicitada a tomografia, que foi realizada após expedição de liminar. Como o exame foi inconclusivo, o médico solicitou uma ressonância, liberada pelo São Bernardo sem autorização judicial. Somente após a realização desses exames, foi solicitada a cirurgia, que não foi informada ao plano que era de urgência e emergência.

Segundo o plano, quando uma mãe associada ao plano tem um bebê, a criança tem cobertura durante 30 dias através da cobertura da mãe. Neste período, a criança tem todas as coberturas e não há necessidade de cumprir carência. Após os 30 dias, caso seja feita a inserção do recém-nascido ao plano de saúde, ele aproveitará as carências já cumpridas pela mãe.            

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