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Belo Horizonte 40MG41 passa a usar óleo diesel menos poluente

Belo Horizonte 40MG41 passa a usar óleo diesel menos poluente

Atualizado: Quarta-feira, 3 Fevereiro de 2010 as 12

A Petrobras anunciou que até 2011 vai concluir investimentos de US$ 1 bilhão na Refinaria Gabriel Passos, em Betim, com o objetivo de reduzir o teor de enxofre não só do óleo diesel, mas também da gasolina. A refinaria vai produzir, além do diesel S-50, com 50 miligramas de enxofre por quilo, a gasolina S-50, que traz a mesma composição. Os números que classificam os combustíveis representam a quantidade de poluente na mistura. A meta é ter cada vez um índice menor, que significa, na prática, um combustível mais limpo. Segundo o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que na terça-feira formalizou o fornecimento do diesel S-50 para Belo Horizonte, a gasolina menos poluente só será comercializada a partir de 2014. "Vai ser um grande salto. Vamos sair de mil ppms (mil partes por milhão), no caso da gasolina, para 50 ppms."

O diesel S-50 já abastece a frota de seis capitais do país, mas só em janeiro começou a ser fornecido para a frota de Belo Horizonte, estimada em 2,8 mil ônibus. O volume inicial do fornecimento será de 10 milhões de litros/mês. A princípio, não vai haver impacto nos preços, mas a médio prazo as passagens do transporte urbano serão afetadas, já que o custo da nova tecnologia deve ser repassado. O óleo menos poluente só deve chegar a toda a região metropolitana em quatro anos, mas, mesmo assim, vai continuar dividindo espaço com o S-500, que continuará sendo o diesel ofertado no interior do país para os veículos antigos.

A expectativa da Petrobras é de que em 2014 três tipos de combustível estejam disponíveis no mercado interno: o S-10, que vai abastecer os veículos com motores de nova geração, o chamado Euro 5, de padrão europeu; o S-50, que já entrou em circulação, vai abastecer as capitais e regiões metropolitanas; e o S-500, que vai abastecer o interior do país. De acordo com Paulo Roberto Costa, de 2000 até 2013, a empresa vai investir US$ 7,2 bilhões em novas unidades produtoras do diesel S-50 e do S-10.

A distribuição do combustível menos poluente responde ao acordo firmado com o Ministério Público Federal, já que as emissões dos transportes ocupam lugar de destaque na poluição do meio ambiente, prejudicando também, de forma grave, a saúde humana. "A indústria deixou de ser a grande vilã da questão ambiental. Em Minas Gerais, a indústria não nos preocupa como o transporte e a agricultura", aponta o secretário de Meio Ambiente de Belo Horizonte, Ronaldo Vasconcelos. Segundo ele, nos próximos dias a cidade vai inaugurar duas novas estações de monitoramento do ar, nas avenidas dos Andradas e Raja Gabaglia.

Para processar o diesel S-10, a Petrobras vai inaugurar cinco refinarias, em Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Maranhão e Ceará. Além do diesel a empresa reafirma seu interesse na produção do biodiesel que teve a mistura B5 (5% de adição do biodiesel ao combustível)antecipada de 2013 para esse mês com investimentos em novas oleaginosas. O diretor de abastecimento disse que a empresa dará início a produção de etanol na África, para disputar o mercado externo e também adquirir novas usinas para em quatro anos chegar a uma participação no mercado de etanol, de 10% a 20%. Segundo Costa, os planos da Petrobras nesse sentido não serão antecipados devido à parceria anunciada essa semana entre a Cosan, produtora de açúcar e álcool e a Shell, criando a terceira maior distribuidora do país. O executivo informou que o investimento no etanol está previsto no plano de negócios da empresa entre 2009 e 2013.

Depois de se tornar sócio com poder de decisão na Brasken petroquímica, a Petrobras revisa para cima sua meta de crescimento. "A meta da estatal de se tornar a quinta maior empresa do mundo em 2020 já foi ultrapassada", apontou Costa. Relatório da indústria energética mundial mostra que a empresa fechou 2009 com valor de mercado de US$ 200 bilhões, sendo a quarta do mundo, atrás em US$ 3 bilhões da terceira colocada, a BHP Billiton.

Por: Marinella Castro

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