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Beltrame pedirá transferência imediata de Polegar para prisão fora

Beltrame pedirá transferência imediata de Polegar para prisão fora

Atualizado: Quarta-feira, 19 Outubro de 2011 as 5:12

Traficante Polegar foi preso no Paraguai

(Foto: Divulgação/ Secretaría Nacional Antidrogas

Dirección de Comunicación Social) O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Bel trame, informou que, tão logo o traficante Alexander Mendes da Silva, o Polegar, de 37 anos, chegue em solo fluminense, vai pedir que ele seja transferido imediatamente para um presídio de segurança máxima fora do Rio de Janeiro . Segundo informações da Secretaria, o pedido já está pronto para ser encaminhado ao Tribunal de Justiça, nesta quarta-feira (19).

Ele foi preso na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, quando tentou comprar um carro de luxo usando documentos falsos, com o nome de José Targino da Silva Júnior.   A Secretaria informou ainda que apoiou a ação da Polícia Federal que resultou na prisão do traficante. Nos últimos meses, Beltrame vinha mantendo contatos com a cúpula da PF e trocando informações sobre a movimentação de suspeitos em território paraguaio.

Traficante Polegar é abordado pelos policiais

no Paraguai(Foto: Divulgação/Secretaría Nacional

Antidrogas Dirección de Comunicación Social) De acordo com nota da Secretaria, a PF solicitou ajuda para verificar os antecedentes de José Targino e constatou a existência de um mandado de prisão. Ele então foi preso por portar documentos falsos e, em seguida, sua verdadeira identidade foi confirmada.

Na nota a Secretaria diz que Beltrame, inclusive, conversou com o diretor-geral da PF, Leandro Daiello Coimbra, e com o superintendente regional da PF no Rio, Valmir Lemos de Oliveira, quando fez questão de parabenizá-los pela prisão. Eles também acertaram os procedimentos para repatriar Polegar.

UPP na Mangueira

Em junho, policiais fizeram uma megaoperação na Mangueira para a instalação da 18ª Unidade de Polícia Pacificadora da cidade. A UPP ainda não foi inaugurada, mas vai beneficiar 315 mil pessoas  diretamente e cerca de 1,5 milhão indiretamente. A data da inauguração ainda não foi informada.

Polegar é considerado um dos quatro mais importantes chefes do tráfico do RJ que estava foragido. O acusado estava no Conjunto de Favelas do Alemão durante operação de retomada do morro , em dezembro de 2010, mas fugiu.

Condenado a 22 anos por tráfico e associação para o tráfico, Polegar obteve o benefício para o regime aberto após cumprir um sexto da pena na Casa do Albergado Crispim Ventino, em Benfica, na Zona Norte da cidade. Ele deixou o presídio no dia 14 de setembro de 2009 pela porta da frente e não voltou mais .

Ele estava comprando um carro de luxo na fronteira do Paraguai, na cidade Pedro Juan Caballero, quando foi capturado. Ele foi preso por apresentar documentos falsos, por policiais paraguaios. Polegar permanece na carceragem em Pedro Juan Caballero. Ele será levado para o Brasil, onde será identificado oficialmente. Aos policiais, Alexander já confessou ser o Polegar. Recompensa

O Disque-Denúncia oferecia R$ 2 mil de recompensa por informações que ajudassem a prender Polegar. Segundo o Disque-Denúncia, Polegar comandou, em 2001, um ataque à Polinter que resultou na fuga de 14 presos.

Ainda de acordo com o Disque-Denúncia, após a fuga da prisão, ele se refugiou no Alemão, onde recebeu vários pontos de drogas para comandar. Polegar foi denunciado pelo Ministério Público do Rio pelos crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

A denúncia relata a forma com que Polegar agiu, a partir de 2003, para ocultar da Justiça o lucro obtido por ele como chefe do tráfico no Morro da Mangueira. O Disque-Denúncia informa que Polegar foi condenado à prisão por quatro varas criminais por crimes cometidos entre 1994 e 2002.

A Justiça decretou a indisponibilidade de cinco imóveis do traficante, inclusive o tríplex na cidade de Cabo Frio, na Região dos Lagos. Corretores da região avaliaram o imóvel, que tem três suítes decoradas e salão, em cerca de R$ 400 mil. Os outros imóveis do traficante foram localizados no Leblon, na Zona Sul do Rio, na Barra da Tijuca e em Jacarepaguá, na Zona Oeste, e em Niterói, na Região Metropolitana da cidade.          

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