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Boate rompe com empresa da qual bombeiro é suspeito de estupro

Boate rompe com empresa da qual bombeiro é suspeito de estupro

Atualizado: Quarta-feira, 22 Junho de 2011 as 5:12

Por meio de nota à imprensa, a administração da casa noturna Kiss and Fly, na Villa Daslu, na Zona Sul de São Paulo, anunciou nesta quarta-feira (22) que “está se desligando e tomando as providências necessárias contra a empresa de segurança”, da qual é funcionário o bombeiro civil suspeito de estuprar uma jovem, de 20 anos, dentro do ambulatório médico da boate. Ele foi preso no último sábado (18).

A vítima disse à polícia que estava embriagada e semi-inconsciente quando foi atacada. O bombeiro, por sua vez, alega que a mulher o paquerou e que não a forçou a fazer nada. No comunicado, a casa noturna informa que “faz questão de participar de cada etapa do processo e apurar com toda a seriedade e rigor o caso da madrugada de sexta-feira”.

“E já está em contato com a família da vitima, a qual pretende prestar todo o apoio que a situação exige. Mais uma vez deixando claro que fará todas as mudanças cabíveis para reforçar cada vez mais a segurança de seus clientes", finaliza a nota.  

O Conselho Nacional de Bombeiros Civis anunciou que irá acompanhar o caso. De acordo com o presidente do conselho, Ivan Campos, um grupo foi formado para verificar a conduta do suspeito. “Ele errou. Cometeu um erro grave”, disse, no domingo (19). “Mesmo que a versão dele seja a correta, ele errou ao se envolver com alguém durante o horário de trabalho. E se alguém passasse mal ou um princípio de incêndio ocorresse na hora em que ele estava com ela?”, questionou Campos.

De acordo com o delegado Luiz Roberto de Arruda, que está investigando o ocorrido, mesmo com o consentimento, o caso é considerado violência sexual. “O estado de embriaguez deixa ela completamente vulnerável e a impossibilitada de manifestar a vontade”, disse. A vítima passou por exames que comprovaram a embriaguez. O bombeiro foi indiciado por estupro de vulnerável.

Segundo Campos, o suspeito não é registrado no Conselho Nacional dos Bombeiros Civis. De acordo com o presidente, caso o registro venha a ser feito, o bombeiro sofrerá punições, que podem ir desde a prestação de serviços à comunidade até a cassação do cadastro.          

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