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Bola deixa delegacia, diz advogado

Bola deixa delegacia, diz advogado

Atualizado: Quarta-feira, 28 Julho de 2010 as 7:47

O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos deixou o Departamento de Investigações (DI), em Belo Horizonte, na noite desta terça-feira (27). Segundo o advogado Adriano Ferreira do Amaral, ele não esteve no local para tratar das investigações sobre o desaparecimento de Eliza Samudio. Amaral não falou, no entanto, o motivo pelo qual Santos foi levado à delegacia.

Santos está preso no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem (MG), desde o início deste mês. Segundo a polícia, ele é suspeito de matar Eliza Samudio. O advogado Zanone de Oliveira Junior, sócio de Amaral, disse que Santos nega o crime.

Nesta terça-feira, a Polícia Civil realiza uma acareação entre um menor detido na casa do goleiro Bruno de Souza, no Rio, e Sérgio Rosa Sales, primo do atleta. O objetivo é confrontar os depoimentos já prestados pelos dois e esclarecer as divergências. Em seu primeiro depoimento , à polícia fluminense, o adolescente disse que um homem identificado como Neném assassinou a jovem e jogou a mão dela para cachorros. De acordo com o delegado Edson Moreira, o ex-policial Santos é conhecido pelos apelidos Bola, Paulista e Neném.

Em outros relatos à polícia e a promotores, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, o adolescente entrou em contradições.

Entenda o caso

Nascida em Foz do Iguaçu (PR), Eliza Samudio se mudou para São Paulo e posteriormente para o Rio. Em 2009, teve um relacionamento com o goleiro Bruno, engravidou e afirmou que o pai de seu filho é o atleta. O bebê nasceu no início de 2010 e, agora, está com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.

A polícia mineira começou a investigar o sumiço de Eliza em 24 de junho, depois de receber denúncias de que uma mulher foi agredida e morta perto do sítio de Bruno. Até agora, não foram encontrados vestígios do corpo da jovem. Os delegados já consideram Eliza morta.

Oito pessoas estão presas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por suspeita de envolvimento no desaparecimento da jovem, incluindo Bruno. Todos negam o crime.

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