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Bombeiros presos por desobediência são soltos no Rio

Bombeiros presos por desobediência são soltos no Rio

Atualizado: Quinta-feira, 15 Setembro de 2011 as 8:31

Bombeiros em protesto na quarta-feira (14) em

frente à Alerj (Foto: Alba Valéria Mendonça / G1)

  O cabo Benevenuto Daciolo e o capitão Marchesini, do Corpo de Bombeiros do Rio, foram soltos por volta das 4h desta quinta-feira (15), segundo informou o cabo Ademar Balthar. Os dois estavam presos desde a madrugada de quarta-feira (14) por desobediência , após protesto em frente ao Palácio Guanabara, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Os militares foram soltos graças a um habeas corpus da Defensoria Pública, que foi deferido pelo plantão noturno do Tribunal de Justiça. 

No requerimento, os defensores Luis Felipe Drummond e Daniel Lozoya alegaram que as prisões foram ilegais, já que os militares foram detidos por terem "recusado a se afastar das proximidades do Palácio Guanabara", ordem que violaria os direitos constitucionais de ir e vir e o direito de reunião.

Segundo Balthar, após sentir-se mal, o cabo Daciolo foi internado no Hospital Central dos Bombeiros, no Rio Comprido. "Ele tem pedra no rim e acabou passando mal", explicou Balthar. Já Marchesini juntou-se aos cerca de 200 bombeiros que passaram a madrugada acampados em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no Centro da cidade. Os bombeiros reivindicam, ainda, aumento salarial e benefícios.

Manifestações

Na quarta-feira (14), os manifestantes seguiram em passeata pela Avenida Primeiro de Março, Avenida Presidente Vargas, Avenida Rio Branco, Rua Almirante Barroso e retornaram à escadaria da Alerj, onde grupos se revezam num acampamento desde o último dia 30 de agosto.

Há uma semana, o grupo também fez um protesto , com as mesmas reivindicações, na Avenida Rio Branco, no Centro. No final de junho, o governador do Rio, Sérgio Cabral, sancionou o projeto de lei que concedeu anistia administrativa aos mais de 400 bombeiros e aos dois PMs presos, após a invasão ao quartel central da corporação, no dia 3 de junho, durante um protesto . O governador também sancionou os projetos que garantem a antecipação do reajuste de 5,58% para a categoria e o uso de 30% do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom) para gratificações.          

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