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Bombeiros retomam buscas por vítimas de naufrágio no DF

Bombeiros retomam buscas por vítimas de naufrágio no DF

Atualizado: Terça-feira, 24 Maio de 2011 as 8:57

Do G1 DF

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Helicóptero da Polícia Civil usado nas buscas desta segunda-feira (23) a desaparecidos de naufrágio (Foto: Dorivan Marinho/AE)     O Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil do Distrito Federal retomaram às 6h desta terça-feira (24) as buscas por vítimas do naufrágio de uma embarcação no domingo (22) no Lago Paranoá, em Brasília. De acordo com os bombeiros, há pelos menos cinco pessoas desaparecidas.

Até o momento, foram confirmadas as mortes de quatro pessoas. Nesta segunda-feira, três corpos foram retirados do lago. O corpo de uma mulher de 22 anos, que era irmã da dona do buffet que organizou a festa, foi encontrado no final da manhã. No início da noite, os mergulhadores encontraram o corpo de um homem e o de uma criança. No domingo, um bebê de cerca de sete meses chegou a receber os primeiros socorros, mas não resistiu e morreu. A mãe do bebê, Valdelice Fernandes, está entre os desaparecidos.

Possíveis causas

O número exato de pessoas que estavam no barco na hora do naufrágio é incerto. Na noite do acidente, 93 pessoas foram resgatadas com vida, segundo o major Vanessa Signale, do Corpo de Bombeiros. De acordo com a Marinha, o barco poderia levar até 92 pessoas.

Para os bombeiros, há indícios de que a embarcação estava superlotada, mas, de acordo com o comandante da Marinha Rogério Leite, da Delegacia Fluvial de Brasília, não é possível afirmar que isso tenha provocado o naufrágio. "O excesso de pessoas pode ter contribuído, mas pode não ter sido determinante no naufrágio", disse o comandante.

Em perícia realizada nesta segunda-feira, mergulhadores encontraram uma rachadura em um dos tubulões na parte de baixo do barco. Tubulões são estruturas cilíndricas e ocas que auxiliam na flutuação dos barcos.

Leite não informou o tamanho da rachadura nem disse se ela pode ser apontada como a causa do acidente. Ele disse ainda que não sabe quantos tubulões o barco tinha. Segundo ele, o piloto do barco que naufragou poderia nem saber se havia a rachadura na estrutura, uma vez que ela fica submersa.

O comandante do barco, Airton Carvalho da Silva Maciel, disse em depoimento que a embarcação estava inclinada para a esquerda quando deixou o cais, informação que não foi confirmada pela Marinha. Maciel afirmou ainda que pediu aos passageiros para irem para o outro lado, “para compensar”.         O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, disse nesta segunda-feira, por meio de nota, que o “cumprimento das normas de segurança será investigado”. O governador disse ainda que “é preciso uma análise técnica aprofundada para que os fatos sejam esclarecidos”. Agnelo afirmou também que se solidarizava com as famílias das vítimas e classificou o acidente como “uma tragédia, uma situação lamentável”.          

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