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Bombeiros retomam retirada de embarcação que naufragou no DF

Bombeiros retomam retirada de embarcação que naufragou no DF

Atualizado: Domingo, 29 Maio de 2011 as 10:06

O Corpo de Bombeiros retomou por volta das 7h deste domingo a retirada da embarcação que naufragou no lago Paranoá, em Brasília (DF), no dia 22. Nove pessoas morreram no naufrágio.

O trabalho sofreu atrasos devido a uma lancha que bateu contra a embarcação na sexta-feira (27) à noite, atingindo dois balões de flutuação que eram usados para movê-la.

Ontem, os balões foram remendados, mas tiveram sua eficácia comprometida. Apesar disso, houve avanços --o barco foi puxado por um reboque e erguido por mais dois metros do ponto onde estava. Hoje, os bombeiros vão fazer uma nova tentativa de inflar os balões atingidos e avaliar como está a capacidade deles. Um tem capacidade para erguer 2.000 kg, e o outro, 6.000 kg.

O plano dos bombeiros era justamente colocar o de 6.000 kg em uma posição estratégica para conseguir levantar o barco. Caso não dê certo, será preciso pensar em novas medidas para conseguir mover a embarcação.

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INVESTIGAÇÃO O "Imagination" havia partido de um clube e passava por outros recolhendo passageiros para uma festa. Ele enfrentou problemas quando passava próximo da ponte Juscelino Kubitschek. Nove pessoas morreram no naufrágio.

Segundo relato de sobreviventes, o barco virou após uma lancha passar muito perto e provocar ondulações, mas as circunstâncias do acidente ainda estão sendo investigadas. O garçom Everaldo Sales da Silva, 43, negou que a lancha tenha provocado ondulações.

"Já ouvimos relatos de colisão, de problema, de explosão, mas isso é prematuro. Só teremos certeza com a perícia", afirmou o delegado titular do 10º DP, Adival Cardoso de Matos, que investiga o caso.

O comandante do barco, Airton da Silva Maciel, era habilitado para a função. Ele e o proprietário da embarcação foram ouvidos pela Polícia Civil e, segundo o delegado, afirmaram que o barco era legalizado.

Passageiros relataram que ninguém usava coletes salva-vidas. O comandante afirmou que começou a distribuir os coletes assim que o problema começou, mas que o barco submergiu muito rápido, o que teria dificultado a distribuição.  

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