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Bope se reúne com moradores e explica a ocupação na Mangueira

Bope se reúne com moradores e explica a ocupação na Mangueira

Atualizado: Quinta-feira, 23 Junho de 2011 as 8:37

                                    Os moradores da Mangueira, na Zona Norte do Rio, estiveram nesta quarta-feira (22) com representantes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) para discutir e tirar dúvidas sobre a ocupação que o Bope faz na comunidade para a implantação da próxima Unidade de Polícia Pacificadora. O subcomandante do batalhão, coronel Fábio Souza, explicou pontos como revistas em moradores e residências, legalização de comércios e serviço de mototaxistas.

“Com essa reunião você esclarece as pessoas. A polícia entra, mas a população fica apreensiva. Uma pesquisa mostrou que a maior demanda na comunidade é segurança, essa é a primeira necessidade deles. Você coloca segurança, você tem tudo depois. O morador vai ser abordado, mas vai ser abordado com respeito”, afirmou ele.     Subcomandante do Bope fala com as crianças após reunião com moradores (Foto: Patrícia Kappen/G1)

    Representantes da subprefeitura da Zona Norte também estiveram na reunião e afirmaram que as residências ganharão endereço oficial a partir de um levantamento que será feito. Além de orientações para novas construções.

Mototaxistas que estavam presentes na reunião perguntaram como ficaria a questão da taxa que era paga a traficantes semanalmente. O coronel Souza explicou que ela não será mais paga, e que caso haja algum tipo de cobrança, que seja feita a denúncia para qualquer policial do Bope.

“Recebi dezenas de desenhos das crianças. Essa é a maior prova de que estamos no caminho certo”, afirmou. “A gente quer a população do nosso lado”, completou.

A operação

A operação começou às 6h e contou com a participação de 750 pessoas, entre elas cerca de 400 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão de Choque, Companhia de Cães, Grupamento Aéreo e 14º BPM (São Cristóvão). As equipes tiveram também o apoio de quatro helicópteros, sendo dois blindados - um deles equipado com câmera com sensor térmico e infravermelho, das polícias Civil e Militar, outras 14 viaturas blindadas das polícias e dos Fuzileiros Navais, além de caminhões, motos, ônibus, ambulâncias, reboques e outros veículos.

Entre os blindados, o anfíbio Lagarta M-113, capaz de derrubar barreiras de concreto e ferro, colocadas pelos traficantes, foi usado para transportar parte da força de ocupação ao alto dos morros. Segundo a PM, ele tem capacidade para levar até 12 pessoas de uma vez e possui uma metralhadora calibre .50, com poder para derrubar até aeronaves.

O trabalho, coordenado pela Secretaria de Segurança do Rio, contou com o uso de aparelhos de GPS instalados nas viaturas da PM e em 70 rádios usados por policiais, que facilitaram a comunicação dos agentes com as equipes que ficaram num centro de operações montado na 111ª Cia. de Apoio de Material Bélico, próximo ao local.

Para o coronel Pinheiro Neto, que tem 27 anos de Polícia Militar, os agentes cumpriram seu papel. “O sentimento é de que o dever está sendo cumprido. A comunidade está receptiva à polícia, o que é significativo, e uma nova página do Rio de Janeiro está sendo cumprida com pacificação do Morro da Mangueira”.

Durante toda a manhã, o comércio no morro funcionou normalmente, com bancas de jornais e padarias abertas para atender os moradores.          

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