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Brasil e Uruguai resolvem pendências e abrem fronteiras à comercialização de frango

Brasil e Uruguai resolvem pendências e abrem fronteiras à comercialização de frango

Atualizado: Terça-feira, 30 Março de 2010 as 12

O Brasil e o Uruguai acertaram as pendências comerciais que prejudicavam as relações bilaterais, principalmente a polêmica sobre a entrada do frango brasileiro no país vizinho.

A informação foi divulgada na noite de ontem (29) pelo assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, após o jantar oferecido por Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente uruguaio José Mujica, no Itamaraty. Lula e Mujica não falaram com a imprensa.

O ministro uruguaio da Agricultura, Tabaré Aguerre, presente no encontro de trabalho que antecedeu o jantar, disse que um acordo permitirá a entrada de 1.440 toneladas anuais de frango brasileiro no Uruguai, o que representa 4% das 75 mil toneladas produzidas pelos avicultores locais. Em troca, o Brasil encerrará as restrições que impôs para a entrada de produtos lácteos, pescado fresco, gado em pé e carne resfriada uruguaia.

O ministro vai se reunir em Montevidéu com representantes do setor avícola para discutir medidas fiscais que estimulem as exportações de frango e a ampliação da rentabilidade comercial do produto.

O livre acesso do frango brasileiro ao mercado uruguaio encontra-se bloqueado por barreiras sanitárias controversas que se tornaram motivo de reclamações do Brasil. Os uruguaios alegam que o frango brasileiro pode introduzir no país a doença conhecida como Newcastle, mas o próprio ministro Aguerre já havia reconhecido que a situação era insustentável.

O assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, informou, ainda, que pela primeira vez o Uruguai registrou pequeno superávit nas transações comerciais com o Brasil.

Segundo Garcia, o Brasil não quer déficits estruturais com os países vizinhos. "Pequenos déficits sempre existirão, mas uma situação que se prolonga por 15 anos, como foi o caso do Uruguai, torna-se um déficit estrutural e as pessoas passam a desacreditar na integração comercial porque ela só beneficia um país."

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