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Brasil está preparado para o 3D, afirma diretora

Brasil está preparado para o 3D, afirma diretora

Atualizado: Quarta-feira, 19 Janeiro de 2011 as 1:22

Mariana Caltabiano não esconde a empolgação com as possibilidades de uma produção brasileira em 3D. Diretora de Brasil Animado, primeira animação nacional a usar a tecnologia no cinema, Mariana defende que estamos prontos, em termos de produção, para realizar um longa-metragem animado tridimensional.

“Estamos prontos. Acho que já é hora do Brasil entrar mais nessa área”, afirma a diretora em entrevista por telefone ao Cineclick. Para contrapor o otimismo da diretora, este repórter colocou um problema: como resolver a dicotomia entre estarmos prontos a rodar em 3D quando são raríssimas as animações brasileiras que conseguem chegar às salas de cinema e a rica produção de curtas-metragens continua restrita a festivais?

“Acho que é questão de tempo. Isso sempre foi visto como algo caro e complicado, mas a tecnologia ajudou. Por exemplo, o fato de não precisarmos pintar mais o desenho à mão”, justifica. Para Mariana, os desenhos animados produzidos no Brasil e exibidos nos canais a cabo demonstram um crescimento de mercado – ainda que no cinema não ocorra o mesmo.

Brasil Animado começou como um projeto de animação tradicional, em 2D. Quem propôs o formato tridimensional foi uma das coprodutoras. “O Cadu [Carlos Eduardo Rodrigues, diretor da Globo Filmes] que apontou a possibilidade do 3D. Depois, veio o Marcelo Siqueira, da Teleimage, que mostrou umas imagens e percebi que era um absurdo”.

Visibilidade

Uma das consequências que Mariana Caltabiano espera provocar com seu longa-metragem é abrir as portas para mais animações nas salas de cinema. “O fato do meu filme ser em 3D já abriu algumas possibilidades. Por exemplo, você estaria falando comigo se Brasil Animado não fosse em 3D?”, questiona.

Na sua estrutura, o filme foi pensado para sobreviver após sua passagem pelas salas de cinema. “Uma das razões para o roteiro ser fragmentado é que essa animação vai virar série para televisão”.

A diretora retoma o otimismo e espera que Brasil Animado sirva como cartão de visitas para quebrar a resistência de investidores com animações. “Talvez o filme abra caminho para outros”.

Mariana esteja certa e animadores como Cesar Cabral (Tempestade, Dossiê Rê Bordosa), Victor-Hugo Borges (Historietas Assombradas), Fábio Yamaji (O Divino, De Repente), Márcio Ramos (Vida Maria), Ale Mchaddo (A Lasanha Assassina), Alê Camargo e Camila Carrossine (Os Anjos do Meio da Praça) e muitos outros tenham a chance de fazer com que seus filmes cheguem ao público.  

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