Brasileira morre nos EUA; família aguarda liberação de corpo

Brasileira morre nos EUA; família aguarda liberação de corpo

Atualizado: Terça-feira, 6 Abril de 2010 as 12

A família da estudante Kamilla Sisuentes Lock, 20 anos, aguarda desde a última quinta-feira a liberação do corpo da jovem, que morreu num acidente de moto quando viajava para a cidade de Montgomery, no Alabama, Estados Unidos. Kamilla Lock é natural de Cuiabá (MT), estudava Inglês nos EUA há seis meses e deixa um filho de 2 anos e 10 meses. Ela planejava se tornar uma aluna de graduação em Administração.

Kamilla Lock estava de carona numa moto com o colega sul-coreano Suchan Lee, quando foram atropelados por um caminhão. Ela morreu na hora e o rapaz está internado em estado grave numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital da cidade.

Amigos da jovem fizeram um vídeo em sua homenagem e o postaram no site YouTube . Além disso, o irmão da jovem, Karlos Lock, criou uma página no site de relacionamentos Orkut de comunicado do falecimento da irmã.

Segundo uma tia de Kamilla, Jane Sisuentes, a jovem "era uma garota muito viva e alegre". "Fazia amizades por onde passava. A família acredita que ela está no céu, num lugar bem melhor que este, onde nós estamos. Ela sempre fez o que desejou e foi para os Estados Unidos para realizar um sonho", disse.

A familiar informou que Karlos viajou na segunda-feira para os Estados Unidos para acompanhar a liberação do corpo da jovem para o Brasil. A escola Auburn Montgomery, onde estudava Kamilla Lock, realizou na manhã desta terça-feira um memorial (uma homenagem à estudante) e decretou luto de sete dias. As aulas retornarão no dia 12 de abril.

A mãe de Kamilla, Brígida Sisuentes Lock, disse que o carinho que os amigos que ela tem no Brasil e no exterior acalma a falta da filha. "A dor não tem explicação, mas o carinho demonstrado pelos amigos mexicanos, americanos, coreanos, negros e brasileiros alivia um pouco. Não tínhamos conhecimento de tantos amigos que ela fez por lá", disse emocionada a mãe da jovem.

Brígida Lock conta que a filha fazia curso de Inglês e se preparava para prestar uma prova para entrar em maio no curso de Administração na faculdade Auburn Montgomery. Uma outra opção da Kamilla era o curso de Direito Internacional, mas este era oferecido em outra faculdade.

"Ela estava muito feliz. Iria passar 15 dias em Cuiabá para o aniversário do filho. Kamilla havia dito que ao se estabilizar na faculdade e no serviço pretendia levar o filho para ficar com ela nos Estados Unidos", diz a mãe de Kamilla Lock.

A mãe de Kamilla informou que já falou para o neto sobre o falecimento da mãe. "Ele sabe, mas não entende. Só evitamos chorar perto dele. Contamos que a mamãe (Kamilla Lock) foi para o céu e virou estrela. Nesses dias, ele me viu chorando e disse que não era para chorar, pois a mamãe tinha ido para o céu e virado estrelona", diz, emocionada, Brigida Lock.

A mãe falou que ainda não tem conhecimento de valores para transporte do corpo da filha, e que aguarda a chegada do filho nos Estados Unidos. "Não sabemos o valor exato, meu filho será informado ao chegar nos Estados Unidos. Nós ficamos de ligar hoje na Embaixada Brasileira para nos ajudar a trazer a Kamilla. O que temos a informação é que o corpo será liberado no dia 15 de abril. A Embaixada tem nos ajudado muito, se está demorando é porque eles (americanos) são muito cautelosos", disse.

A faculdade Auburn Montgomery emitiu uma nota no site da instituição lamentando a morte da brasileira e o dano aos dois alunos internacionais. Uma foto da brasileira está estampada na capa do site informando da homenagem que ocorreu nesta terça-feira, o luto de sete dias na instituição e o aluno coreano que está internado. "Os nossos corações estão com a família e amigos tanto de Kamilla como de Suchan," disse o chanceler John Veres, da Aurburn Montgomery. "A morte de Kamilla é uma perda trágica para eles e a comunidade de Auburn inteira", diz John Veres.

Nesta quarta-feira, será celebrada a missa de sétimo dia, às 19h, na Igreja Mãe dos Homens, em Cuiabá (MT).

Por: Juliana Michaela

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