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Briga na Justiça mantém fechado em SP monumento aos heróis de 1932

Briga na Justiça mantém fechado em SP monumento aos heróis de 1932

Atualizado: Segunda-feira, 5 Julho de 2010 as 9:36

Um dos principais monumentos da cidade de São Paulo está praticamente esquecido graças a uma briga na Justiça. O obelisco, na Zona Sul, onde fica o mausoléu em homenagem aos heróis de 1932, está fechado para visitas desde 2002.

No local, estão os restos mortais de mais de 800 combatentes da Revolução Constitucionalista, movimento militar liderado pelo estado de São Paulo contra a dituradura do presidente Getúlio Vargas.

Foram três meses de conflitos. Um dos momentos mais marcantes foi a morte de quatro estudantes. “Não se entra neste monumento sem reverenciá-los. Essa é a casa deles. E aqui está o espírito e a glória dos combatentes. É o único monumento no mundo que celebra uma derrota militar, mas uma vitória cível, cidadã”, diz o advogado Paulo Emendabili Carvalhosa, neto do escultor projetor da obra.

Do lado de fora, o obelisco é notado de longe: são 72 metros de altura.

Mas uma briga na Justiça faz com que turistas não possam vivenciar toda essa história. Isso porque a fachada foi utilizada para propagandas de duas empresas. Na época, a Sociedade dos Veteranos de 1932 era a responsável pelo mausoléu. A família do escultor entrou com uma ação e a publicidade foi retirada. Mas desde então o monumento jamais foi reaberto.

Há quatro anos, um decreto passou o controle dele para a Polícia Militar. A corporação diz ser responsável pela segurança, pela conservação e até pelo investimento no monumento.

Mas o patrimônio está esquecido. Há infiltrações, buracos e manchas de ferrugem. A PM diz que aguarda a conclusão do processo judicial e uma vistoria técnica para liberá-lo novamente para visitação.

Enquanto isso, os próprios paulistanos que passam pela região não sabem o que o local guarda. Só em três datas do ano ele fica aberto: 9 de julho (dia da revolução), 23 de maio (dia em que são lembradas as primeiras mortes) e 2 de outubro (dia do fim da revolução). Ainda é muito pouco para a quantidade de pessoas que podem desfrutar do passeio.

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