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Buraco 'sem fundo' na rua põe em risco pedestres e motoristas em SP

Buraco 'sem fundo' na rua põe em risco pedestres e motoristas em SP

Atualizado: Quarta-feira, 18 Maio de 2011 as 2:45

O sorveteiro Marcio Roberto Silva, de 31 anos, já se acostumou com o buraco da Rua Sansão Alves dos Santos: 'Para me achar, basta olhar o buraco. Fico sempre aqui'  (Foto: Kleber Tomaz / G1)

  Um buraco “sem fundo” capaz de engolir um adulto coloca em risco a vida de pedestres e motoristas numa rua movimentada no Brooklin, bairro de alto padrão repleto de grandes empresas na Zona Sul de São Paulo. O único aviso de que o buraco existe é feito por um pedaço de isopor com um galhinho de árvore com uma folha espetados nele.     De acordo com moradores, funcionários e motoristas, o buraco, que fica na Rua Sansão Alves dos Santos, quase na esquina com a Rua Flórida, tem 75 centímetros de diâmetro por...enfim, não é possível saber com precisão sua profundidade por causa da escuridão dentro dele.

“Acho que tem uns quatro metros de ‘fundura’. Não dá para saber direito. É muito escuro”, disse no início da tarde desta quarta-feira (18) o recepcionista Charles Denis, de 21 anos, enquanto mede o buraco com uma fita métrica. “75 centímetros. É grande. Dá para engolir uma pessoa”.

Pedestres e motoristas dizem que buraco está aberto há cerca de três meses, mas ainda não foi fechado (Foto: Kleber Tomaz / G1)

  “Isso sem falar nas crianças, que voltam da escola e às vezes querem sair na rua para brincar. Eu não deixo. Imagina se elas caem dentro do buraco?”, indagou a dona de casa Daniela Correia Sampaio de Paula, de 23 anos.

Ela mora numa espécie de cortiço quase em frente ao buraco com mais oito famílias. “Esse buraco está aí faz uns três meses. O asfalto cedeu depois de uma obra feita na calçada. Não sei quem fez. Só sei que liguei para o telefone 156 da Prefeitura e até agora nada de fecharem o buraco”, afirmou Daniela.

“Quando escurece é que fica mais perigoso. Não só para os pedestres, mas para os motoristas também que , pelo fato de não enxergarem nenhum aviso nele, correm o risco de cair com a roda dentro dele. Se for moto pior ainda, não é mesmo?”, perguntou o sorveteiro Marcio Roberto Silva, de 31 anos, que usa o buraco como ponto de referência. “Para me achar, basta olhar o buraco. Fico sempre aqui”.

Enquanto o G1 realizava as entrevistas nesta tarde, era possível ver que os motoristas são obrigados a desviar do buraco. Muitos passavam buzinando. Um condutor chegou a apontar o dedo para o buraco e perguntou “quando vão fechar esse ‘poço sem fundo’?”

Segundo assessoria de imprensa da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), quem deve dar uma solução para os buracos é a subprefeitura responsável pelo bairro. A assessoria informou por volta das 13h15 que um agente da CET irá até o local da denúncia colocar um cone perto do buraco para os motoristas não passarem com roda nele.

O G1 procurou a assessoria de imprensa da coordenação das subprefeituras de São Paulo para comentar o assunto. A pasta informou por telefone que iria procurar a subprefeitura responsável pelo bairro para falar do caso. Além disso, um e-mail foi enviado para a coordenação. Mas a assessoria não respondeu os questionamentos até a publicação desta reportagem.

O recepcionista Charles Denis, de 21 anos, mede o buraco com uma fita métrica: 'São 75 centímetros de diâmetro. Se uma pessoa cair aqui dentro será engolida' (Foto: Kleber Tomaz / G1)        

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