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Cacique xavante é condenado pela morte de servidor da Funai em MT

Cacique xavante é condenado pela morte de servidor da Funai em MT

Atualizado: Sexta-feira, 18 Novembro de 2011 as 9:31

Xavante foi condenado a 12 anos e 5 meses de

prisão (Foto: Reprodução /TVCA) Terminou na noite desta quita-feira (17) o julgamento do cacique Marvel Xavante, acusado de matar Floriano Marcio Guimarães , que na época era chefe do posto da Fundação Nacional do Índio (Funai), em uma aldeia de Água Boa, que fica a 700 km de Cuiabá.

O xavante foi condenado por homicídio qualificado, pois os jurados entenderam que Marvel matou o chefe do posto da Funai de uma forma cruel que impediu qualquer chance de defesa da vitima. Ele foi condenado pelo tribunal do júri a 12 anos e 5 meses de prisão, mas continua em liberdade, já que o juiz não pode ordenar a prisão de Marvel pois há um habeas corpus concedido pelo Tribunal Regional Federal. O advogado da família da vítima, Tarcísio Tonha, afirmou que vai entrar com um recurso contra a pena aplicada. Segundo o advogado, Houve um equiívoco por parte do juiz, pois a pena aplicada ao indígena deveria ser de 22 anos de prisão. Já o advogado de defesa do cacique, João Nunes Cunha Neto, se disse que o juiz agiu corretamente e entendeu as condições do indígena.

A viúva Noemi Guimarães disse estar mais aliviada depois da condenação do índio. “Hoje eu acredito na Justiça que nós temos no Brasil. Agora eu tenho certeza de que vou por a cabeça no travesseiro e dormir tranquila”, finalizou.

O crime

O indígena foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por ter cometido o homicídio em 2001. Conforme consta na denúncia, o índio era na época cacique da aldeia Tritopa, em Água Boa, onde o servidor Floriano Guimarães fazia a demarcação das terras.

Ainda segundo a denúncia, a vítima, o cacique e um outro indígena foram até a cidade de Nova Nazaré, a 269 km de Cuiabá, e a caminho da aldeia Tritopa o servidor foi degolado por Marvel com um canivete. O do servidor da Funai foi encontrado na aldeia por um índio. A motivação do crime, segundo o MPF, seria a disputa de terras na região.

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