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Câmara no interior de SP é reaberta após presidente fechar prédio

Câmara no interior de SP é reaberta após presidente fechar prédio

Atualizado: Quarta-feira, 2 Março de 2011 as 12:48

A Câmara Municipal de Presidente Alves, a 383 km de São Paulo, voltou a funcionar normalmente nesta quarta-feira (2) após o presidente da casa, o vereador Waldir Luiz Lamberti, trancar com cadeado o prédio do Legislativo na segunda-feira (28).

O local permaneceu fechado nesta terça-feira (1º). Segundo a assessoria do vereador, a decisão de fechar o prédio foi ato de precaução, porque a sessão de segunda foi tumultuada.

O que causou a confusão foi uma tentativa dos vereadores de fazer uma denúncia contra o presidente da Câmara. “Um vereador tentou fazer uma denúncia de compra de votos que aconteceu em 2008 e também sobre ele fazer comissões sem aprovação do plenário. Ele negou o pedido três vezes”, contou o vereador Reginaldo Morais Anastácio.     No fim da sessão, segundo Anastácio, quando o vereador denunciante levantou para entregar documentos para os presentes, o presidente decidiu encerrar a sessão. “Quando o vereador disse que ia abrir votação para processo de investigação contra ele, o presidente desligou o microfone, o sinal da internet e saiu do plenário”, afirma.

Os vereadores continuaram com a sessão e decidiram pela abertura da investigação. Depois, foi montada uma comissão de inquérito. De acordo com os vereadores, após o término da sessão, o presidente se negou a passar a chave do prédio ao vice e, por isso, eles foram até a delegacia fazer um boletim de ocorrência. “Quando a gente não estava lá, ele trancou a delegacia. Foi por volta de umas 21h."

Lamberti conta outra versão. “Eles tentaram interromper a ordem do dia para protocolar minha cassação imediatamente. Não poderia ser assim, eu tenho direito à defesa. Teve tumulto por causa disso. Eles queriam fazer minha cassação à força”, afirma.

Questionado sobre a veracidade das denúncias feitas pelos vereadores de Presidente Alves, Lamberti diz que elas são infundadas. “É mentira. Eles que provem, então. Eles querem é fazer justiça com as próprias mãos. Me julgaram e me condenaram sem defesa, cadê a democracia?”, questiona.    

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