
Os moradores da Rua Alfredo de Melo, na Vila Itaim, Zona Leste de São Paulo, sofrem com o fluxo de caminhões e ônibus e, consequentemente, com a poluição. Eles dizem que a rua tem tráfego intenso de veículos pesados há pelo menos 17 anos. As calçadas estão quebradas e fachadas de algumas casas têm partes destruídas porque os caminhões altos passam e arrancam cimento.
Na casa da aposentada Edinalva Barreto, as portas e janelas ficam trancadas. Tudo para tentar escapar do ar poluído. A fumaça dos caminhões faz mal a saúde da aposentada e desde que se mudou, há 35 anos, para o bairro, as crises de asmas são fortes. Ela tem vários remédios para alergia e bombinha para dormir. Para conferir o tamanho da poluição, a equipe do RespirAR levou o Respirômetro até a casa de Edinalva. Os números comprovaram 131 microgramas por metro cúbico de partículas, muita sujeira. A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que uma pessoa pode respirar no máximo 50 microgramas no dia todo.
O problema é em toda a vizinhança. A funcionária pública Rosana Aparecida precisou de um inalador em casa. Na frente da residência, o aparelho marcou 249 microgramas por metro cúbico de partículas.
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