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Campanha do Desarmamento recolhe apenas 13 armas em Mato Grosso

Campanha do Desarmamento recolhe apenas 13 armas em Mato Grosso

Atualizado: Sexta-feira, 20 Maio de 2011 as 1:29

Apenas 13 armas de fogo foram devolvidas em Mato Grosso na mais recente Campanha de Desarmamento que é realizada em todo o país. A campanha "Tire uma arma do futuro do Brasil" teve ampliados os postos de recolhimento, pagamento de indenização agilizado e o anonimato garantido para quem entregar as armas. Em todo o país foram recolhidas 493 armas de fogo e 608 munições nesta nova etapa da campanha, que se iniciou no início de maio.

A política de desarmamento civil vem sendo implementada no Brasil desde 1995 e culminou na aprovação, em 2003, do chamado Estatuto do Desarmamento. Conforme o estudo "Mapa da Violência 2011", realizado pelo Instituto Sangari e divulgado pelo Ministério da Justiça, embora tenham ocorrido oscilações no número de homicídios em anos posteriores, em 2008 o Brasil voltou ao patamar de mais de 50 mil mortos por ano, colocando em xeque a afirmação de que o desarmamento seria eficaz para reduzir a criminalidade.

Para o especialista em segurança pública e presidente do Movimento Viva Brasil, Bene Barbosa, o resultado é a comprovação do que a ONG vem afirmando desde o início. "São mais de 15 anos de uma política nacional de desarmamento do cidadão e todos já viram a ineficácia disto no combate ao crime. A venda legal de armas caiu mais de 90% nos últimos 10 anos e a criminalidade cresceu. Mesmo assim, insistem e se empenham na mesma fórmula. Fica difícil entender quais são as razões para se implantar algo que não funcionou em nenhum outro país do mundo e muito menos no Brasil", explica Barbosa.

  Antecipação

A campanha do desarmamento, inicialmente marcada para começar em junho, foi antecipada depois da tragédia que aconteceu em Realengo, na Zona Oeste do Rio, quando um homem de 23 anos entrou atirando em uma escola municipal no dia 7 de abril. A tragédia resultou na morte de 12 crianças e do atirador.

Neste ano, locais como igrejas, lojas maçônicas e organizações não-governamentais poderão se cadastrar para atuar no recolhimento de armas. Quem deixar as armas no local não precisará se identificar e o policial que receber a arma ficará responsável por cadastrá-la, além de fornecer o número de protocolo para a indenização.

Com o número do protocolo, quem entregou a arma poderá procurar o Banco do Brasil para receber uma indenização, que variará de R$ 100 a R$ 300. Munições entregues não serão indenizadas. O governo prometeu ainda pagar a indenização pela entrega de arma entre 24 horas e 30 dias após a entrega. O custo da campanha está estimado pelo governo em R$ 10 milhões.          

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