Campanha para diminuir ataques de cães a carteiros entra na segunda fase

Campanha para diminuir ataques de cães a carteiros entra na segunda fase

Atualizado: Segunda-feira, 15 Dezembro de 2008 as 12

Devido ao alto número de carteiros mordidos por cães no momento da entrega de correspondências, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) promove a campanha de conscientização da sociedade para a correta instalação da caixa de recebimento de cartas. A campanha nacional começou em setembro e entrou na sua segunda fase.

Nessa etapa estão sendo enviadas cerca de 220 mil cartas para os estados onde há mais registros de ataques. Dados da própria empresa revelam que o Paraná é a unidade federativa com maior índice de carteiros atacados por cachorros, 7,4% do total, seguido do Rio Grande do Sul (3,2%) e do Distrito Federal (2,2%).

Os ataques de cães ocupam o terceiro lugar no ranking de riscos de trabalho para esses profissionais, perdendo apenas para assaltos e acidentes de moto. O risco é maior quando a residência não tem caixa de correspondência ou quando ela não está instalada em local adequado.

O diretor de Gestão de Pessoas da ECT, Pedro Bifano, afirmou que, além de reduzir os prejuízos para a empresa e melhorar o atendimento, o objetivo da campanha é preservar a integridade física e mental dos carteiros.

"Muitos profissionais ficam com medo de cães depois de ataques e necessitam de acompanhamento psicológico para voltar a trabalhar sem traumas", disse o diretor à Agência Brasil.

Para o carteiro Gilvanésio Santana, que exerce a profissão há 12 anos no Distrito Federal, o trabalho é mais arriscado em comunidades de baixa renda, porque o número de cães soltos nas ruas é maior. Ele conta que já foi mordido e diz que a campanha visa a assegurar, além de segurança aos carteiros, qualidade do serviço prestado.

"Com caixas apropriadas, a correspondência não precisa ser amassada. E existem casos em que a carta fica exposta a ações dos próprios cães e de vandalismo por não caber na caixa", destacou Santana.

Em 2007, a ECT teve o prejuízo equivalente a mil dias de serviço de entrega devido ao grande número de funcionários afastados por licença médica. Por isso, os trabalhadores estão sendo preparados para se prevenir e agir de maneira adequada em casos de ataques.

Segundo o diretor, a campanha não tem duração definida e a idéia é que as ações sejam contínuas. "Em 2008, estima-se que a campanha reduziu o número de ataques em 30%. Queremos que esse número caia ainda mais."

Nas cartas, a ECT pede aos moradores que instalem ou adequem as suas caixas de correspondências em 30 dias. Quem não atender as recomendações da empresa deverá procurar a unidade dos Correios mais próxima para retirar as suas correspondências.

As caixas podem ser compradas ou fabricadas pelo próprio usuário com qualquer material, desde que atenda a alguns requisitos mínimos para a proteção dos objetos postais.

As medidas recomendadas são 36 centímetros de profundidade, 27 de largura e 16 de altura. A abertura da caixa deve ter 25 centímetros de largura e 2 de altura. Além disso, as caixas devem ficar entre 1,20 metro e 1,60 metro do piso e com a abertura voltada para a rua.

Postado por: Claudia Moraes

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