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Campanha recolhe quase 50 armas por dia no Rio, diz pesquisa

Campanha recolhe quase 50 armas por dia no Rio, diz pesquisa

Atualizado: Sexta-feira, 13 Maio de 2011 as 3:44

Destruição das armas acontece no ato da entrega (Foto: Divulgação Viva Rio)

  Uma pesquisa realizada nos cinco primeiros dias da Campanha de Desarmamento apontou que 240 armas foram entregues para destruição no Rio, uma média de 48 por dia. A pesquisa foi realizada pela ONG Viva Rio e divulgada nesta sexta-feira (13).

Deste total, 70% são revólveres, 14% são pistolas e 10% são armas longas de caça. O calibre .38 predomina, com 42%, seguido de .32 (23%), .22 (14%) e .380 (7%) e o restante de outros calibres. O levantamento mostra também que 72,5% das armas são de fabricação nacional, 22,9% são estrangeiras e 4,6% de origem não informada.

A Campanha Nacional do Desarmamento foi lançada na última sexta-feira (6) pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no Rio. De acordo com o Viva Rio, a pesquisa atual foi comparada com um estudo feito sobre as armas apreendidas na ilegalidade pela polícia do Rio no período de 1998 a 2008.

A ONG afirma que é maior a variação de calibres entra as armas ilegais. Do total das apreensões no período até 2008, 56,1% são revólveres, 19,2% pistolas, 16,9% armas longas para caça, 3,4% armas de fogo militares e 4,4% de outras armas.

Classe média entrega mais armas

A pesquisa feita pelo Viva Rio revelou que das pessoas que entregaram armas desde o início da campanha de 2011, 68% são homens. Há ainda um número expressivo de mulheres, totalizando 32%. Segundo a ONG, é frequente a história da viúva que deseja entregar uma arma que um dia pertenceu ao seu marido.

Ainda segundo os dados, 87% das pessoas têm acima de 40 anos. Dessa porcentagem, o maior grupo é composto de idosos. A pesquisa aponta também que 45% têm algum nível de formação secundária e 53% possuem 14 anos de estudo ou mais.

A maior parte das pessoas que entregaram armas são da classe média e possui uma renda familiar acima de seis salários mínimos. Trinta e seis porcento estão na faixa abaixo de cinco salários e 35% contam com 11 salários ou mais.

Como funciona a campanha

Com o slogan "Tire uma arma do futuro do Brasil", a campanha de 2011 garante o anonimato para quem entregar a arma, além da destruição da mesma no momento da entrega. A pessoa que entregar uma arma também será indenizada.

Segundo o Ministério da Justiça, no momento da entrega da arma, será feito um protocolo. Com o número do protocolo, a pessoa que entregou a arma poderá procurar o Banco do Brasil para receber uma indenização, que pode variar de R$ 100 a R$ 300.        

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