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Carne clandestina é farta no cardápio

Carne clandestina é farta no cardápio

Atualizado: Segunda-feira, 1 Fevereiro de 2010 as 12

A Região Metropolitana de Belém (RMB) consome cerca de sete milhões de quilos de carne de gado oriunda do abate clandestino - e por isso ilegal - feito em todo o Estado. Os principais fornecedores desse desleal e perigoso mercado são os municípios que cercam a capital, sobretudo Abaetetuba, Barcarena, Acará, Santa Isabel do Pará, Castanhal, Santo Antônio do Tauá e as cidades da ilha do Marajó, principalmente Muaná, Breves, Ponta de Pedras, Cachoeira do Arari e Soure. Como principal risco está a contração da brucelose, doença que pode ser letal ao homem.

Os números fazem parte de um levantamento exclusivo feito por O LIBERAL a partir de dados fornecidos pela Associação Brasileira de Exportadores de Gado (Abeg), cujos estudos estimam o abate clandestino entre 600 e 700 mil cabeças por ano, em todo o Pará. Segundo a instituição, a população da RMB - algo em torno de 2,4 milhões de moradores - é responsável pelo consumo de 60% desse montante.

Segundo os dados técnicos da Abeg, cada gado destinado ao abate pesa, em média, 500 quilos. Desse total, apenas 230 quilos são de carne. Nesse contexto, 600 mil gados correspondem a 638 milhões de quilos. Os 60% correspondentes à RMB chegam a 82,8 milhões quilos de carne, por ano. Número que, numa média mensal, ultrapassa 6,9 milhões de quilos de carne oriundas do abate clandestino. Produto consumido pelos moradores de Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides e Santa Bárbara do Pará.

Por: Pedro Paulo Blanco

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