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Carro serviu de barragem e impediu danos em residência de Teresópolis

Carro serviu de barragem e impediu danos em residência de Teresópolis

Atualizado: Quarta-feira, 19 Janeiro de 2011 as 12:46

A secretária Lindinalva Almeida Melo e o gerente de farmácia Cláudio Jovino da Silva, ambos de 41 anos, viviam em uma das poucas casas que ficaram inteiras no bairro de Campo Grande, em Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Segundo eles, um carro e uma grande pedra serviram de barragem para a água que descia violentamente, protegendo o imóvel.  

Eles decidiram não voltar mais a morar na região. “Não dá para ficar aqui e ter essa recordação”, diz Cláudio.

Desde o dia 11, mais de 700 pessoas morreram vítimas da tragédia na Região Serrana.

De dentro da casa de três andares, eles viram as residências ao lado caírem com a enxurrada. “Era muita água na frente, atrás e nós ali no meio. Você imagina quando amanheceu o dia e a gente viu isso? Não dava para acreditar”, comentou Lindinalva. 

O casal voltou ao bairro na terça-feira (18), para buscar roupas que ficaram na residência.   'Só daqui tem 107 sumidos'

A secretária diz que fez uma lista e acredita que há mais de 100 desaparecidos no bairro. “Só daqui tem 107 sumidos, fora alguns que eu não sei se estavam aqui [no momento do temporal]”, disse.

Lindinalva conta que nunca pensou que poderia ocorrer algo parecido em Campo Grande.

“Eu sempre dizia que morava longe, mas morava bem. Eu não achava que era área de risco, achava que era seguro”, afirma ela, que está com o marido na casa da irmã.    

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