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Carros voltam a passar em área antes alagada em Franco da Rocha

Carros voltam a passar em área antes alagada em Franco da Rocha

Atualizado: Sexta-feira, 14 Janeiro de 2011 as 8:16

O nível da água que encobre parte da cidade de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, desde na noite de segunda-feira (10) voltou a baixar ainda mais na madrugada desta sexta-feira (14). Carros já conseguem passar por ruas que antes estavam completamente tomadas pela água. Um ônibus que estava ilhado, com água perto das janelas, já foi retirado do local.

Ainda há alguns pontos com água e isolados, mas a tendência é que a enchente diminua ainda mais durante esta sexta. Na noite desta quinta-feira (13), os trens da Linha 7-Rubi da CPTM, parados desde a madrugada de terça-feira (11), voltaram a circular entre a cidade e Caieiras. Foi preciso esperar a água começar a baixar para que o transporte público pudesse voltar a operar.

O caos em Franco da Rocha é uma combinação das fortes chuvas com a abertura das comportas da Represa Paiva Castro. Na terça, a represa estava com 96% de sua capacidade, e foi preciso aumentar a vazão, despejando as águas no rio que corta a cidade. A Sabesp informou que avisou a prefeitura da cidade. Entretanto, a administração municipal diz que o aviso veio atrasado e que o volume de água foi maior do que o esperado.

Prejuízos

Nesta quinta, quando a água começou a baixar, comerciantes que antes não conseguiam chegar a seus locais de trabalho começaram a contabilizar os prejuízos. O mecânico Luiz Tafelli, de 65 anos, afirmou que deixou de ganhar cerca de R$ 7 mil. “Só vou conseguir abrir a oficina na semana que vem”, disse, enquanto tirava com um rodo a lama acumulada no chão.

Veterano de enchentes, o comerciante Fabio Nascimento, de 31 anos, aprendeu no último verão que com alagamento não se brinca. Na ocasião, uma enchente semelhante à ocorrida nos últimos dias destruiu o balcão de sua lanchonete. Neste ano, porém, ele instalou uma mesa de pedra para atender seus clientes. “Só deixei de ganhar. Não perdi nada.”

A enchente deixou prédios públicos e parte do comércio da cidade isolados. Prefeitura, Fórum, Câmara Municipal, delegacia, uma igreja, escolas e um ginásio foram tomados pela água.

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