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Caso de bebê que sumiu de necrotério segue sem solução após 2 meses

Caso de bebê que sumiu de necrotério segue sem solução após 2 meses

Atualizado: Sexta-feira, 18 Novembro de 2011 as 4:01

Quase dois meses depois, o caso da recém-nascida cujo corpo sumiu do necrotério do Hospital de Clínicas de Niterói (HCN), na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, continua sem solução.

A diretora do hospital admitiu que não sabe o que aconteceu com o corpo do bebê, que morreu no dia 27 de setembro, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) seis dias depois de nascer prematura.

O sumiço foi constatado quando o pai da criança foi até o hospital dois dias depois da morte e não encontrou o corpo da filha. Apesar de terem consciência que nada vai trazer a filha de volta, os pais querem uma solução para o caso.

" A gente precisa dar um fim, precisa dar um basta nesse sofrimento, que está prolongando demais já o nosso martírio. Já não basta ter perdido a nossa filha, ainda estamos sendo esmagados", contou a mãe da criança, Natália Carneiro.

Depoimentos e investigação

Nos depoimentos dados ao delegado Nilton Pereira dos Santos Silva, da 76ª DP (Niterói), o porteiro do morgue, local onde ficam os corpos, disse que no dia 27 de setembro, até o término do seu plantão, às 19h, o corpo ainda não tinha sido removido.

Em outro depoimento, um funcionário da empresa que presta segurança do hospital disse que foi ao necrotério no dia 27, por volta das 19h30, e que percebeu que não havia corpo algum.

A diretora da unidade disse que só foi informada do desaparecimento dois dias depois, quando o pai chegou ao hospital e o corpo não foi localizado.

O Ministério Público está acompanhando as investigações da polícia e estendeu o prazo para a conclusão do inquérito até meados de janeiro.

"É por isso que eu peço ajuda de todos que saibam de alguma coisa, que tenham alguma informação que possa ajudar a polícia, que nós vamos checar todas as informações", disse o  delegado.

Nota do hospital

No dia 2 de outubro, o HCN informou que a direção do hospital abriu sindicância interna para apurar o fato.

“Em 20 anos de história de prestação de serviços de saúde, o HCN nunca registrou nenhum fato semelhante. Pois, além do extremo compromisso com a vida humana, o hospital tem um grande respeito pela finitude da vida, quando esta ocorre”, disse o hospital por meio de nota.      

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