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Caso Palocci ofusca lançamento do principal programa social de Dilma

Caso Palocci ofusca lançamento do principal programa social de Dilma

Atualizado: Quinta-feira, 2 Junho de 2011 as 8:28

Afetada pelas suspeitas sobre seu principal assessor, a presidente Dilma Rousseff lança nesta quinta-feira (2) o plano Brasil sem Miséria, para atender sua principal promessa de campanha: tirar mais de 16 milhões de pessoas da pobreza extrema até 2014. A iniciativa é vista como um complemento ao Bolsa Família, que pesou na melhora das condições de vida de cerca de 20 milhões de brasileiros durante a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2010.

Na quarta-feira (1), Dilma, o vice Michel Temer e políticos do ministério e do Congresso se reuniram para discutir o plano. Apesar das mais de duas horas de apresentação, poucos detalhes foram divulgados. Além disso, a preocupação dos governistas foi a convocação do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, para depor na Comissão de Agricultura da Câmara sobre a multiplicação do seu patrimônio. Mais tarde a decisão foi suspensa.

O plano Brasil sem Miséria foi desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). O objetivo principal é aumentar a renda de famílias que vivem com até R$ 70 por mês. Para isso, serviços públicos serão melhorados, em especial na área de educação, com aumento da formação profissionalizante, e geração de emprego, tanto na cidade como no campo.

O principal foco de atuação será o Nordeste, onde há mais de 9 milhões de pessoas vivendo em pobreza extrema. No Sudeste, a região mais rica do país, há 2 milhões nessa situação. A outra frente de combate à miséria estará no estímulo ao microcrédito: Dilma chegou a se reunir com Mohammed Yunnus, prêmio Nobel da Paz em 2006, exatamente por promover essa prática no banco que fundou.

Dignidade Um dos envolvidos no plano, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, diz que o Brasil sem Miséria “visa a localizar efetivamente aqueles que nem o Bolsa Família conseguiu. Gente que está totalmente na exclusão, como moradores de rua”. “É buscar dar o mínimo de dignidade, qualificação e meios para que possam sobreviver do seu próprio trabalho”, afirmou ele recentemente.

O plano também deve promover medidas de melhora do fornecimento de água a comunidades carentes. O anúncio completo será feito no Palácio do Planalto, onde Dilma receberá ministros, governadores, prefeitos de capitais, líderes de movimentos sociais, empresários e membros da base aliada no Congresso. A iniciativa ainda deve passar por mais retoques mesmo depois do anúncio desta quinta-feira.        

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