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Casos de conjuntivite viral aumentam em SP durante o verão

Casos de conjuntivite viral aumentam em SP durante o verão

Atualizado: Quinta-feira, 10 Fevereiro de 2011 as 2:05

No verão, a cidade de São Paulo registra um aumento nos casos de conjuntivite viral, a forma mais agressiva da doença. Apenas no Hospital do Servidor Público, 30% dos pacientes que procuram atendimento estão com conjuntivite. De acordo com os médicos, o clima dessa época do ano é favorável à proliferação do vírus. O cuidado para evitar o contágio deve ser redobrado para que não haja uma epidemia.

Em Heliópolis, na Zona Sul da capital, o número de casos também aumentou no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) da região. De acordo com Luciana Amizo, oftalmologista, a conjuntivite viral levou mais pacientes para o ambulatório. “Há um aumento considerável. O aumento de casos no verão geralmente acontece em virtude do calor. Propicia maior propagação do vírus.”

A diferença entre conjuntivite viral e bacteriana é grande. A viral é mais agressiva e pode prejudicar a visão. Uma membrana pode se formar no olho, causando manchas na córnea, resultando em vista embaçada.

Entre os principais sintomas do vírus estão os olhos vermelhos e lacrimejantes, pálpebras inchadas, sensação de areia ou de ciscos nos olhos, secreção e coceira. Na conjuntivite viral, o olho fica com pouca secreção.

A doença é transmitida por contato direto. Um abraço, dar as mãos ou um beijo já são suficientes. Contudo, a transmissão também pode acontecer indiretamente, fazendo uso da mesma toalha, fronha ou travesseiro de quem está doente. Cuidados especiais com a higiene ajudam a controlar o contágio e a evolução da doença.

Para a conjuntivite viral não existem medicamentos específicos. Emerson Fernandes Souza e Castro, oftalmologista do hospital Servidor Público, explica que não existe um tratamento. “É como se fosse um ciclo, como a gripe. Não existe tratamento específico e ela dura, geralmente, duas semanas. Também não há remédio. Geralmente orientamos a fazer compressas com água filtrada e fria e mais nada.”

Veja algumas recomendações:

- Evite aglomerações;

- Lave com frequência o rosto e as mãos;

- Não coce os olhos;

- Troque fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise;

- Não compartilhe objetos de beleza.

A automedicação acaba mascarando os sintomas da doença. É importante que o paciente procure um oftalmologista para tratamento adequado.      

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