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Ceará: Cultivo tira proveito de uma vocação natural

Ceará: Cultivo tira proveito de uma vocação natural

Atualizado: Quinta-feira, 20 Agosto de 2009 as 12

O Ceará tem vocação natural para o agronegócio da fruticultura irrigada. Além do clima - com sol praticamente o ano todo -, o Estado já domina know-how de produção e possui reserva hídrica capaz de suportar o aumento da área plantada. Um hectare cultivado sob irrigação tecnificada, com visão de negócio, gera por ano, em média, 27 toneladas de alimentos e R$ 15 mil de renda bruta, contra três toneladas e R$ 700,00 na agricultura de sequeiro. “Com todo o apoio que tem sido dado pelo Governo do Estado, a fruticultura configura-se como um segmento de maior pujança na economia local”, afirma Jorge Parente, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/CE e representante do setor do agronegócio no Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado (Cede).

Algumas medidas recentes trouxeram grande impacto para o segmento, como a redução da alíquota do Imposto sobre Mercadorias e Serviços (ICMS), a licitação para início das obras de ampliação do Porto do Pecém e a conclusão das demais fases do Canal da Integração. ''Isto estimula os empresários a avançarem numa atividade extremamente competitiva'', diz.

Ainda faltam alguns entraves a serem superados: avançar na diversificação das frutas produzidas —, incluindo culturas de alto valor agregado —, ampliar os países de destino (hoje concentrados na Holanda, Reino Unido e Espanha), melhorar a logística de exportação aérea e ampliar as linhas marítimas. ''Em breve, vamos poder ampliar as exportações de mamão, com a construção de um aeroporto de cargas no Pecém''.

Parente defende também a aproximação do setor com as instituições de pesquisa. ''Podemos buscar recursos da Finep e da Funcap para a área de inovação tecnológica no agronegócio, desenvolvendo variedades genéticas de plantas mais compatíveis com nossas áreas''.

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