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Cedae diz que água não será religada em áreas de risco de Teresópolis

Cedae diz que água não será religada em áreas de risco de Teresópolis

Atualizado: Sexta-feira, 21 Janeiro de 2011 as 8:30

Para tentar impedir a reocupação de áreas de risco de Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, a Cedae deixará de fornecer água a esses locais. A informação é do presidente da companhia, Wagner Victer, que afirmou ao G1 que o pedido partiu da Defesa Civil do município.

"Estamos em estreito contato com a Defesa Civil e não faremos a ligação permanente caso o órgão assim solicite à Cedae. Pode ser uma rua, parte de uma rua, um bairro inteiro. Acreditamos que um regime contínuo seria um estímulo para as pessoas não saírem desses locais de risco", disse Victer, ressaltando que a população dessas áreas, no entanto, não ficarão totalmente sem água. "O consumo básico continuará a ser feito por carros-pipas", acrescentou.

O secretário de Defesa Civil de Teresópolis, Flavio Luiz Castro de Jesus, confirmou a solicitação feita à Cedae. "Esse pedido foi feito após um estudo do Departamento de Recursos Minerais do estado sobre as áreas mais afetadas", afirmou. "São partes do Caleme, Posse, Parque Imbuí, Campo Grande, Espanhol e Feo, onde estão cerca de 300 casas", enumerou o secretário.

De acordo com o secretário, uma população de aproximadamente 1.200 pessoas viviam nessas áreas de "extremo risco", mas já foram retiradas do local. "Tem locais que foram destruídos e outros onde as casas ficaram penduradas. São locais de extremo risco e deverão ficar sem fornecimento de água por enquanto", avaliou, ressaltando que a medida não é definitiva.

Produção foi superada em 10%, diz Cedae

Segundo Victer, atualmente, a Cedae já superou em 10% a produção de água que normalmente é produzida nesse período do ano em Teresópolis. "Estamos produzindo 450 litros de água por segundo, o que dá quase 2 milhões de litros de água por hora. O abastecimento já chega a 98% da população de Teresópolis", afirmou ao G1 . "O abastecimento em Areal também foi normalizado e estamos normalizando o de São José do Vale do Rio Preto".

Victer afirmou ainda que a Cedae ofereceu ajuda aos demais municípios afetados pelas enchentes na Região Serrana. "Esse é o momento de ser parceiro, de união. Estamos oferecendo ajuda material, de técnicos especializados, equipamentos para as cidades que não são atendidas pela Cedae", disse o presidente da companhia, citando as cidades de Nova Friburgo e Petrópolis.

De acordo com o coordenador de Defesa Civil de Petrópolis, coronel De Paula, a companhia de águas do município não será impedida de religar as conexões em qualquer área. "Não foi feito um pedido formal para isso. Estamos avaliando caso a caso a necessidade desse tipo de medida", afirmou.

Procurado pelo G1 , o coordenador de Defesa Civil de Nova Friburgo, coronel Robadey, não foi encontrado para comentar o caso.    

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