Celular é arma de facção para controlar tráfico em SP, diz secretário

Celular é arma de facção para controlar tráfico em SP, diz secretário

Atualizado: Quinta-feira, 12 Maio de 2011 as 3:41

Cinco anos após os ataques de maio de 2006, o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, afirmou nesta quinta-feira (12) que a maior arma da facção criminosa que age dentro e fora dos presídios de São Paulo ainda é o celular. “Infelizmente, a arma deles é o celular. Através do celular, eles controlam determinados setores e regiões do tráfico de entorpecentes”, disse. Ferreira Pinto disse, porém, que a secretaria tem empenhado esforços para combater a entrada de celulares nos presídios paulistas. "Nós combatemos isso através do serviço de inteligência".     Segundo o secretário, porém, a facção está reduzida. “Ao longo desses cinco anos, nós conseguimos reverter um quadro que era muito diverso. Combatendo o tráfico, nós combatemos esta facção”, disse. O secretário também ressaltou que “há mais de dois anos, a Polícia Militar não entra em uma penitenciária para conter qualquer tipo de insatisfação”.

Estratégias de combate

De acordo com o secretário, a estratégia que mais apresentou resultados no combate à facção foi a de colocar todos os chefes do grupo isolados em uma mesma penitenciária. “Essa estratégia deu realmente certo. Todos eles estão na Penitenciária 2 de Venceslau, e o regime lá é rigoroso”.

Ferreira Pinto ainda comparou a facção a uma grande franquia. “Todos acabam se rotulando como integrantes dessa facção, mas quando são presos a gente vê que não tem nenhum vínculo”, comentou.

Ataques

Na noite de 12 de maio de 2006, integrantes da facção realizaram uma rebelião em 74 presídios e orquestraram diversos ataques contra bases policiais e postos do Corpo de Bombeiros de São Paulo. Do dia 12 ao dia 21 de maio, segundo relatório da Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo, 493 pessoas morreram vítimas de crimes violentos no estado. Dessas, de acordo com estudo divulgado nesta semana, pelo menos 261 tiveram relação com ações de uma facção criminosa.

Unificação de quadros

Na manhã desta quarta-feira, Antonio Ferreira Pinto participou ao lado do governador Geraldo Alckmin da assinatura da mensagem que propõe à Assembleia Legislativa de São Paulo a unificação dos quadros feminino e masculino da Polícia Militar. Com isso, as policiais militares terão as mesmas possibilidades de ingresso e mobilidade dentro da corporação, podendo ocupar cargos antes restritos aos policiais homens.        

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