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Centrais sindicais sul-americanas pedem garantia de manutenção de empregos

Centrais sindicais sul-americanas pedem garantia de manutenção de empregos

Atualizado: Segunda-feira, 15 Dezembro de 2008 as 12

As centrais sindicais sul-americanas pedirão aos chefes do Estado da região que exijam garantia de manutenção de empregos das empresas que vêm recebendo apoio governamental para enfrentar a crise financeira internacional. As chamadas contrapartidas sociais estarão no centro do documento final da Cúpula Sindical da América Latina, realizada hoje, dia 15 de dezembro, em Salvador (BA).

O objetivo do encontro é construir uma plataforma comum para os trabalhadores do continente. "É fato que a crise financeira atinge muito fortemente e quase imediatamente os trabalhadores", frisa Massias Neto, da Central única dos Trabalhadores (CUT). "Queremos que continue esse processo de crescimento da economia, queremos que os governos se esforcem para que a economia não entre em recessão, mas queremos que isso seja feito preservando o emprego, protegendo os direitos dos trabalhadores e exigindo contrapartidas sociais de todas as empresas que recebam qualquer apoio governamental", afirma.

Os sindicalistas ponderam que de nada adianta salvar indústrias ou bancos do sufoco se isso não evitar demissões – o que demandaria iniciativas públicas de proteção social.

No âmbito do Mercosul, além do emprego, o foco das centrais sindicais é o processo de integração produtiva que finalmente começa a ganhar estímulo com a criação de grupos de trabalho setoriais e o lançamento na Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul - que ocorre amanhã (16) na Costa do Sauípe - do Fundo para Pequenas e Médias Empresas do Mercosul.

"Achamos que a integração produtiva faz com que os benefícios da integração se espalhem por todos os países e todas as regiões e, nesse momento, pode e deve ser um instrumento de enfrentamento da crise pois garante incentivo dos governos a mais setores", resume.

As centrais entregarão aos presidentes do Mercosul uma carta com questões que atingem os trabalhadores do bloco. Ainda está em negociação com os governos a apresentação do documento mais amplo à Cúpula da América Latina e do Caribe sobre Integração e Desenvolvimento (Calc), que começa amanhã e vai até quarta-feira, dia 17 de dezembro, também no Sauípe, com 33 chefes de Estado.

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