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CET monitora trânsito para demolição dos prédios São Vito e Mercúrio

CET monitora trânsito para demolição dos prédios São Vito e Mercúrio

Atualizado: Quarta-feira, 8 Setembro de 2010 as 4:33

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) iniciou nesta quarta-feira (8) o monitoramento do trânsito para os trabalhos de demolição dos edifícios São Vito e Mercúrio, no Parque Dom Pedro, na região central de São Paulo. Os prédios começaram a ser demolidos na quinta-feira passada ( 2).

Nesta quarta, a Prefeitura deu início também à proteção externa dos edifícios durante a derrubada - o chamado trabalho de "bandejamento", que prevê a instalação de redes e estruturas metálicas. Funcionários também retiram vidros e outros materiais de dentro dos antigos apartamentos.

Uma das três faixas da Avenida do Estado foi interditada no sentido Marginal Tietê, entre a Praça São Vito e a Avenida Mercúrio, para trabalhos no local. A liberação irá ocorrer às 7h desta quinta-feira (9). A demolição acontece após uma polêmica que se arrastou por dois anos. O São Vito se tornou um símbolo da decadência do Centro da capital paulista nas últimas décadas. A Prefeitura queria a demolição, mas diversas entidades defendiam a reforma do local para que ele voltasse a abrigar famílias.

A disputa foi parar na Justiça. Há 20 dias, uma liminar que impedia que a Secretaria Municipal de Habitação colocasse o prédio abaixo foi suspensa. Outros 21 prédios já foram demolidos no quarteirão, que está cercado por tapumes. A destruição é feita de maneira manual, e começou na parte interna do prédio. Apenas após a instalação das proteções externas, a parte de fora será demolida. Os prédios não serão implodidos para não prejudicar outros imóveis próximos - especialmente o Mercado Municipal, que possui vitrais que poderiam ser afetados com o impacto.

Parque

O terreno deve dar lugar a um parque de 5.400 m² que ligará o Mercado Municipal ao Palácio das Indústrias, de acordo com a administração municipal. A Fundação para a Pesquisa Ambiental (Fupam), ligada à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, foi contratada em janeiro com o objetivo de elaborar um plano urbanístico para a região.

Parte das famílias que viviam no local foi levada para três edifícios reformados.

Comércio local

Quem trabalha e mora na região aprova a demolição dos prédios, apesar de não acreditar que o projeto realmente será concluído. “Vão demolir mesmo? Ouvi que vão reformar. Estou desconfiado ainda”, disse o comerciante João Benavides, de 62 anos, dono de uma loja no quarteirão ao lado dos prédios. Ao receber a informação de que a demolição já foi iniciada, ele se animou. “Que maravilha! Antes só moravam bandidos, drogados, eles roubavam o pessoal na região, afastavam clientes. Vai ser muito bom demolir o prédio e também a construção da praça.”

Vivendo e trabalhando na região do Parque Dom Pedro II, a vendedora Amanda Viana, de 23 anos, aprova a demolição, mas é cética em relação à construção de uma praça. “A gente tem que ser realista. Já há praças por aqui que são mal cuidadas, com mendigos, drogas. Eu adoraria uma praça aqui, mas tem que ser bem feito. De qualquer maneira, vai ser bom, o ponto de referência aqui ainda é esse prédio acabado.”

O São Vito tem 25 andares, com 600 pequenos apartamentos. Ele ficou pronto em 1969. Em 1981, um incêndio deixou a precariedade do prédio mais evidente. Naquela época, já faltava iluminação nas áreas comuns. A desocupação dos 3,5 mil moradores começou em 2004.

Postado por: Thatiane de Souza 

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