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Cetesb descarta 'risco iminente' de explosão em conjunto habitacional

Cetesb descarta 'risco iminente' de explosão em conjunto habitacional

Atualizado: Sexta-feira, 30 Setembro de 2011 as 3:33

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) divulgou uma nota na tarde desta sexta-feira (30) sobre a presença de gás metano no subsolo do conjunto habitacional Cingapura, na Zona Norte da capital paulista. O órgão ambiental afastou "qualquer risco iminente de explosão na área do condomínio”, mas solicitou à Secretaria Municipal de Habitação ações de intervenção na área.

Segundo a Cetesb, “existe, de fato, um risco potencial que precisa ser eliminado”, por isso solicitou as medidas ao governo municipal. A Sehab terá que complementar, em até 30 dias, a investigação detalhada sobre o risco na área e apresentar à Cetesb relatórios com o cronograma para as medidas de intervenção.

Nos locais onde foi detectada a presença do gás, será necessário instalar um sistema de mitigação, ou drenos de extração de gases. Enquanto esse sistema não estiver funcionamento, “deverá ser realizado monitoramento diário nos apartamentos térreos do conjunto, na creche existente no local e nas utilidades subterrâneas (redes de água, esgoto, telefonia, etc)”.   30/09/2011 14h01 - Atualizado em 30/09/2011 14h01

Cetesb descarta &risco iminente& de explosão em conjunto habitacional Companhia diz, no entanto, que solicitou ações de intervenção na área.

Prédios ficam perto do Shopping Center Norte, na Zona Norte de SP. Do G1 SP

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A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) divulgou uma nota na tarde desta sexta-feira (30) sobre a presença de gás metano no subsolo do conjunto habitacional Cingapura, na Zona Norte da capital paulista. O órgão ambiental afastou "qualquer risco iminente de explosão na área do condomínio”, mas solicitou à Secretaria Municipal de Habitação ações de intervenção na área. Segundo a Cetesb, “existe, de fato, um risco potencial que precisa ser eliminado”, por isso solicitou as medidas ao governo municipal. A Sehab terá que complementar, em até 30 dias, a investigação detalhada sobre o risco na área e apresentar à Cetesb relatórios com o cronograma para as medidas de intervenção.

Nos locais onde foi detectada a presença do gás, será necessário instalar um sistema de mitigação, ou drenos de extração de gases. Enquanto esse sistema não estiver funcionamento, “deverá ser realizado monitoramento diário nos apartamentos térreos do conjunto, na creche existente no local e nas utilidades subterrâneas (redes de água, esgoto, telefonia, etc)”.

O conjunto habitacional com 35 blocos residenciais teve a construção iniciada em 1994. O Cingapura fica na Avenida Zaki Narchi, perto do Shopping Center Norte, incluído na lista de áreas contaminadas críticas da Cetesb. O conjunto fica a cerca de 300 metros do antigo lixão do Carandiru, que serviu de depósito de resíduos entre os anos 50 e 70. A Sehab disse que “vem trabalhando junto a Cetesb de forma a atender o mais rápido possível as solicitações do órgão estadual para a mitigação da emissão do gás no entorno do Conjunto Zaki Narchi". "A Sehab seguirá monitorando o local – como vem fazendo – e já trabalha para instalar drenos de ventilação distribuídos por toda a área do conjunto por meio de perfurações verticais e para aplicar pisos resistentes a gás, que impeçam o vazamento da substância para os apartamentos”, completa a secretaria.

Investigações

As investigações na área do conjunto habitacional começaram em 2010. A Cetesb diz que foram realizadas 10 sondagens no solo, que confirmaram a presença de resíduos “com até 4,5 metros de espessura”. Vinte poços de monitoramento da água subterrânea acabaram instalados e os técnicos identificaram “a presença de metano em quase todos os poços de monitoramento, na área externa do condomínio”, segundo a companhia.

Três avaliações do ar em ambiente dos apartamentos térreos e creche foram realizados em agosto e novembro de 2010 e em abril de 2011, “não sendo detectada a presença de metano”. Em agosto deste ano, a Cetesb realizou uma outra vistoria e não identificou um risco iminente de explosão, mas encontrou “risco potencial que precisa ser investigado em profundidade e eliminado com a adoção de medidas de remediação".

A Cetesb pediu, também, que a Prefeitura de São Paulo informe as localizações de antigos depósitos de lixo na região, para que sejam identificados os responsáveis pelas áreas e providenciadas as investigações sobre uma eventual contaminação.        

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