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'Chorei quando vi meu filho', diz sogro de funkeira acusada de tortura

'Chorei quando vi meu filho', diz sogro de funkeira acusada de tortura

Atualizado: Quinta-feira, 24 Fevereiro de 2011 as 8:37

"Chorei quando vi meu filho naquele estado", contou, emocionado, Felicíssimo Costa, sogro da funkeira Verônica Costa. O marido dela, que está no CTI, a acusa de torturá-lo com a ajuda de quatro parentes. Na casa do casal foram encontrados gaze e produtos químicos que teriam sido usados para queimá-lo.

Segundo Costa, depois que o filho fugiu de casa, a ex-vereadora telefonou pedindo que ele não procurasse a polícia. "Recebi uma ligação dela, desesperada, pedindo pelo amor de Deus, para eu não ir à delegacia, que era apenas um desentendimento e não precisava ir à polícia", lembra.

Ele procurou a delegacia depois de o filho ligar contando que havia sido torturado. "Ele era espancado violentamente. Ele tinha uma cicatriz recente, de um acidente num barco, e estava com 30 pontos. Ela batia repetidamente no ferimento", diz o sogro de Verônica.

Danos morais

O pai de Márcio Costa afirma ainda que vai processá-la por danos morais após a briga que a ex-vereadora teve com o companheiro em seu apartamento, no Rio. A decisão foi divulgada na quarta-feira (23). O sogro acusa a “Mãe Loira do funk”, como ela é conhecida, de torturar seu filho por mais de 20 horas, provocando queimaduras de segundo grau em diversas partes do corpo de Márcio. Ele está internado no CTI do Hospital Pasteur, no Méier, na Zona Norte do Rio.

Vítima de queimaduras, Márcio terá que ser submetido a cirurgias plásticas. O G1 procurou a ex-vereadora Verônica Costa, mas ela não atendeu as ligações.

Gaze e produtos químicos

Felicíssimo Costa diz que Márcio conseguiu fugir da casa após ela e outra pessoa irem à cozinha. Ele aproveitou o momento de distração e pulou da varanda para a casa do vizinho. Segundo Costa, policiais teriam achado na casa da funkeira a gaze que serviu de venda nos olhos de Márcio, e perceberam que o chão estava molhado de um produto químico.

Traição e desvio de dinheiro

Felicíssimo diz que a briga foi motivada porque Verônica desconfiava que Márcio a teria traído e desviado dinheiro de sua campanha política. Nas eleições de 2010, ela se candidatou ao cargo de deputada estadual, mas não foi eleita. “Eles estavam casados há 11 anos, e, durante esse período eu nunca fui a favor desse relacionamento. Falei várias vezes que era pro Márcio sair dessa, mas o amor não tem explicação. Eles sempre tiveram um relacionamento conturbado”, finaliza Felicíssimo.

O caso foi registrado na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes). De acordo com apolícia, Verônica e os parentes serão intimados a prestar esclarecimentos, mas os depoimentos ainda não estão marcados.    

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