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Chuvas fazem muro de cemitério e ossário desabarem em SP

Chuvas fazem muro de cemitério e ossário desabarem em SP

Atualizado: Segunda-feira, 14 Março de 2011 as 8:56

As chuvas causaram estragos em cemitérios da cidade de São Paulo. Em dois deles, parte do muro onde fica o ossário desabou. O estrago maior foi no Cemitério Chora Menino, na Zona Norte de São Paulo, onde cerca de 50 gavetas com ossadas também desabaram.

A água encharcou o solo e acabou derrubando cerca de 50 metros do muro que contorna o cemitério. Junto com a estrutura, veio abaixo o ossário. “Foram retirados das caixinhas e estão guardados em uma sala. Assim que o ossário for refeito vai ser colocado cada osso em seu lugar”, explicou Roberto Tamura, superintendente do Serviço Funerário.

A parte do muro que caiu está sendo reconstruída – vigas com cinco metros de altura e outros oito metros abaixo do nível da calçada devem garantir um muro mais resistente.

Um trabalho parecido terá que ser feito no Cemitério da Lapa, na Zona Oeste. A passagem dos pedestres na Avenida Queiróz Filho ficou mais estreito desde o começo do mês, quando um temporal derrubou parte do muro.     Os túmulos não foram danificados, mas nenhuma obra de contenção está sendo feita. Rachadoras mostram que outras partes do muro estão prestes a desabar. O Serviço Funerário informou que um estudo das condições do solo está sendo feito para a reconstrução do muro.

Vila Formosa

No Cemitério da Vila Formosa, na Zona Leste, o maior cemitério público da América Latina, os velórios não são mais realizados. O novo prédio onde ficam as salas de velório passou por uma obra que custou mais de R$ 3 milhões aos cofres da Prefeitura, mas os funcionários disseram que bastou chover para que os problemas aparecessem.

O cemitério dispõe de 20 salas de velório. Em muitas delas, o teto está com infiltrações que destroem a pintura nova. O salão principal do velório tem infiltrações no teto. A água atinge também a parte elétrica.

A reportagem flagrou baldes foram espalhados pelos corredores e funcionários da limpeza que tentavam enxugar o chão. Apesar das placas que alertavam sobre o piso escorregadio, famílias ainda circulavam pelo local. Apenas os enterros estão autorizados no cemitério.    

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