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Chuvas já mataram o dobro do que no último verão em São Paulo

Chuvas já mataram o dobro do que no último verão em São Paulo

Atualizado: Terça-feira, 19 Janeiro de 2010 as 12

Do início de dezembro até ontem, dia 18, as chuvas intensas que atingiram o Estado de São Paulo já deixaram o dobro de mortos do que o registrado ao longo de todo o verão passado.

Até agora, 48 pessoas morreram devido às chuvas, duas delas no último domingo, dia 17, em São José do Rio Preto (440 km de São Paulo). No verão passado foram 24 mortes, segundo a Defesa Civil Estadual.

Neste verão, os temporais também estão mais fortes do que na estação passada. Em dezembro do ano passado, por exemplo, choveu na capital o dobro do que o verificado no mesmo mês em 2008.

A maior parte das mortes no Estado se concentra em Osasco, dia 12. No Vale do Paraíba foram 8, no interior, 7 e, em Guarulhos, 6 --mesmo número registrado na capital paulista, que ainda enfrenta enchentes.

No domingo, moradores do Jardim Pantanal (zona leste de São Paulo) enfrentaram nova inundação por causa da chuva.

Interior

Entre os 48 mortos deste verão, estão dois homens que morreram na madrugada de ontem em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. As chuvas fortes que atingiram a cidade provocaram inundações e a prefeitura decretou estado de calamidade pública.

O soldado do Corpo de Bombeiros Luciano Rodrigues de Souza, 24, morreu afogado ao ser arrastado pela correnteza do rio Preto, que transbordou. Ele se preparava para resgatar uma pessoa ilhada pela enchente em uma avenida quando foi arrastado pela água.

Souza, bombeiro havia mais de três anos, foi encontrado por colegas duas quadras abaixo e chegou a ser socorrido antes de morrer. A pessoa que estava ilhada foi resgatada.

A outra vítima, Lucas de Candio, 75, estava dentro de um carro que foi arrastado pela enchente. Ele morreu afogado após a água invadir o veículo.

O excesso de chuva também causou danos na infraestrutura da cidade. Segundo a prefeitura, que estima prejuízo mínimo de R$ 40 milhões, a estação de tratamento de água foi atingida e deixou de abastecer 120 mil pessoas. Cabos de energia elétrica e de telefones foram arrancados, cortando os serviços em parte da cidade.

A enxurrada também invadiu um posto de saúde e um ambulatório, que precisaram ser interditados. Supermercados, farmácias, concessionárias de automóveis e lojas foram inundadas, e uma banca de jornais foi arrastada pela força da correnteza.

A Prefeitura de São José do Rio Preto decretou estado de calamidade pública, mas disse ontem que ninguém ficou desabrigado ou desalojado na cidade.

Mato Grosso do Sul

Seis municípios de Mato Grosso do Sul também vêm sofrendo os efeitos das fortes chuvas neste verão. Dois deles, Aquidauana e Coxim, decretaram situação de emergência. Até ontem, 704 pessoas haviam sido obrigadas a deixar suas casas em todo o Estado.

Segundo a Defesa Civil, o volume de chuvas no Estado superou a média histórica para todo o mês de janeiro no dia 14.

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