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Cliente diz que não foi avisado por banco sobre roubo de cofres

Cliente diz que não foi avisado por banco sobre roubo de cofres

Atualizado: Terça-feira, 6 Setembro de 2011 as 1:07

Um cliente da agência do banco Itaú assaltada na Avenida Paulista, no dia 27 de agosto, disse não ter sido avisado pelo banco sobre o roubo. Criminosos invadiram o banco e arrombaram 170 cofres, segundo a polícia. Eles chegaram disfarçados de funcionários da manutenção e renderam um vigia. A quadrilha passou 10 horas dentro da agência. Um dos ladrões, que ficou do lado de fora do banco, chegou a levar lanches para o grupo. Ninguém foi preso.

O homem, que não quer ser identificado, é cliente antigo do banco e conta que ninguém entrou em contato. Ele soube do roubo por um amigo que também é cliente e tinha um cofre na mesma agência. “Eu tinha valores, joias de família, uma coleção de relógios, pedras também de negociação. Coloquei no banco porque era o lugar mais seguro, hoje se sabe que não se pode guardar nenhum pertence dentro de casa porque existem arrastões, é inseguro. Onde eu vou guardar um pertence que eu tenho?”, disse.   Desta vez, a ação foi longe dos olhos dos clientes. Mas o prejuízo foi milionário. Para invadir a agência, na esquina com a Rua Frei Caneca, os criminosos quebraram a porta de vidro. Dois homens entraram primeiro e dominaram um segurança. Outros dez assaltantes desceram até o subsolo do prédio. Durante 10 horas, estouraram os cofres. O alarme estava desligado e os ladrões desativaram o botão de pânico, que poderia ter sido usado pelo vigilante para alertar a segurança.

Segundo a polícia, 170 cofres foram abertos e revirados. Dentro das gavetas, havia dinheiro e objetos de valor. O boletim de ocorrência diz que a ação começou dia 27 de agosto, um sábado, às 23h50, e só terminou domingo de manhã. Apenas oito dias depois o assalto veio à tona. Nesta segunda-feira (5), três clientes que alugavam cofres procuraram a polícia.

A direção do banco Itaú disse que não vai falar sobre o roubo porque os dados são sigilosos. Como o conteúdo dos cofres também é sigiloso - só os clientes têm acesso - será difícil calcular o tamanho do prejuízo.          

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