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Clínica que atende filhote de pit bull queimado recebe 20 ligações por dia

Clínica que atende filhote de pit bull queimado recebe 20 ligações por dia

Atualizado: Quarta-feira, 6 Abril de 2011 as 4:15

Em média 20  pessoas ligam todos os dias para a clínica do veterinário Danilo Testa, em Jaguariúna, no interior de São Paulo, para saber notícias ou oferecer acolhimento ao filhote de pit bull "Burne", encontrado queimado com óleo quente e atendido no  estabelecimento.

"Não tenho um balanço preciso, mas cerca de 20 pessoas ligam todos os dias há umas duas semanas, desde que o video foi colocado no YouTube. As pessoas ligam para saber se ele está bem. Há outras que querem adotar", afirmou Ângela Testa, secretária da clínica.

Ela disse que a decisão sobre entregar ou não o bicho para adoção depende da pessoa que o encontrou e que o visita com regularidade.

De acordo com ela, o filhote de pit bull deverá  ser operado na segunda-feira (11) para reconstituição da face, atingida pelas chamas. No entanto, o animal não sente mais dor. A rotina na clínica ficou agitada. "A gente se vira entre o atendimento da clínica e o atendimento ao telefone", disse Ângela.     Segundo o veterinário Danilo Testa, até mesmo pessoas do exterior ligaram para tentar adotar o cachorro. O cachorro de três meses foi levado à clínica por um cliente no dia 28 de fevereiro.

“Ele estava com lesões de queimadura, desnutrido, desidratado e não conseguia se alimentar direito”, contou o veterinário. Por isso, ainda segundo o veterinário, o tratamento foi sendo feito aos poucos. “No início ele chorava muito. Manipular as feridas e fazer os curativos era difícil, pois queimadura arde muito. Nós fomos tratando com carinho e cuidado e hoje ele não tem mais dor”.

Sem traumas

Segundo Danilo, o cachorro não ficou com nenhum trauma ou depressão após o abuso. Ele passa o dia brincando com uma poodle que também está na clínica e costuma chorar apenas quando está sozinho. “Ele se sente em casa aqui na clínica, se sente confortável e brinca com qualquer pessoa que se aproximar dele”. 

Segundo Danilo, as queimaduras causaram um problema nas pálpebras superiores do animal, que apenas consegue piscar com as inferiores. “Nós estamos usando um colírio para ajudar na lubrificação. A cirurgia não será por uma questão de estética, mas, sim, para melhorar a fisiologia do olho”.

Apesar das deformidades, Danilo afirma que o cachorro não parece se importar muito com as cicatrizes. “Os cães não têm preconceito. Ele está conseguindo enxergar e é isso que importa para ele, não precisa estar 100% bonito.”      

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