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Com camisetas de Isabella, multidão aguarda veredicto

Com camisetas de Isabella, multidão aguarda veredicto

Atualizado: Sexta-feira, 26 Março de 2010 as 12

Familiares de Ana Carolina de Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, entregaram novamente nesta sexta-feira camisetas estampadas com a foto da menina e com a frase "Isabella - Para sempre a nossa estrelinha" à multidão em frente frente ao Fórum de Santana, na zona norte da capital paulista. À espera do veredicto, dezenas de pessoas garantem que ficarão no local até a decisão final do juiz Maurício Fossen, prevista para sair no início da madrugada de sábado.

Com a foto da menina no peito, o aposentado Florisvaldo Pereira de Sousa, 69 anos, disse que acompanha o julgamento desde segunda-feira. Ele, que mora na Penha, tem almoçado na casa da filha, no bairro do Limão, próximo ao fórum. Se o veredito sair muito tarde, como previsto, ele já avisou a mulher que dormirá na filha. A camiseta recebida pelos famílias de Isabella será dada à sua neta, que já havia feito a encomenda.

A costureira Dora Silva, 36 anos, que presta serviço para o pai de Ana Carolina, José Arcanjo de Oliveira, disse que espera que o casal pegue pena máxima. Já as irmãs Norma Morais dos Santos, 43 anos, e Eurismar Nogueira Pinheiro, 50 anos, chegaram ao fórum acompanhadas das filhas e garantem que ficarão até o final do julgamento para ver a decisão. "Viemos para ver o veredito. Eles serão condenados", disse Norma.

A comerciante Maria Silva, 57 anos, acompanhou o caso desde o início e lamentou o fato de a morte ter acontecido no País. "Sinto muito que tenha ocorrido no Brasil. Deveria ter acontecido nos Estados Unidos, em um Estado que tenha pena de morte", disse.

O caso

Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.

O júri popular do casal começou em 22 de março e deve durar cinco dias. Pelo crime de homicídio, a pena é de no mínimo 12 anos de prisão, mas a sentença pode passar dos 20 anos com as qualificadoras de homicídio por meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e tentativa de encobrir um crime com outro. Por ter cometido o homicídio contra a própria filha, Alexandre Nardoni pode ter pena superior à de Anna Carolina, caso os dois sejam condenados.

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