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Com Franco da Rocha alagada, moradores não conseguem trabalhar

Com Franco da Rocha alagada, moradores não conseguem trabalhar

Atualizado: Quinta-feira, 13 Janeiro de 2011 as 2:01

Moradores de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, não conseguem trabalhar desde terça-feira  (11) devido aos alagamentos que tomaram as ruas do Centro. Nesta quinta-feira (13), a água começou a baixar, mas tanto prédios públicos, como a prefeitura, a delegacia, o Fórum e a Câmara Municipal, quanto estabelecimentos comerciais permanecem cercados pela água.

No Centro, o comércio permanecia fechado nesta manhã. Em uma das lojas, as portas estavam abertas, mas não era possível receber clientes – o dono estava apenas vigiando para ver o quanto a água ainda irá subir.

Nesta quinta, voltou a chover com mais intensidade e muitos locais ainda estão inacessíveis. “Está tudo fechado por aqui, as vias que dão acesso à minha casa”, disse o porteiro Alessandro Andrade Araújo.   Segundo a Prefeitura de Franco da Rocha, a enchente foi causada pelo aumento da vazão da Represa Paiva Castro. Ela normalmente é de 1 m³/s, e chegou a 80 m³/s. Nesta quinta, a Sabesp reduziu o volume de água para 10 m³/s.

Segundo Hélio Castro, superintendente de produção de água da companhia, a represa está com 76% da sua capacidade. Se não voltar a chover forte, a vazão será ainda mais reduzida. Ainda de acordo com ele, nenhuma outra cidade da região corre o mesmo risco que Franco da Rocha.

A Sabesp também informou que foi necessário abrir as comportas porque o reservatório reteve toda a água das últimas chuvas, chegando ao nível máximo de segurança. A prefeitura foi avisada sobre o aumento da vazão, mas disse que ele foi maior do que o esperado.

Energia

No início da tarde desta quinta, a Elektro, empresa responsável pelo fornecimento de energia de Franco da Rocha, informou que o serviço foi interrompido em trechos de 10 bairros que registram pontos de alagamento: Jardim Alegria, Jardim Olga, Parque 120, Batista Genari, Jardim Flórida, Água Vermelha, Jardim Liliane, Parque Paulista, Jardim São João e Nossa Senhora Aparecida.

A medida foi tomada por precaução. Nesta quinta, a empresa recebeu 200 ocorrências de falta de energia na cidade, e colocou 60 funcionários nas ruas para atender as ocorrências. O nível de água na subestação que abastece a cidade está monitorado. Os clientes podem entrar em contato com a empresa pelo telefone 0800 707 01 02.

Problemas

Em meio a tantos problemas, há sinais de melhora. No pátio da delegacia, onde a água cobria os carros nesta quarta-feira (12), já era possível ver a roda dos veículos nesta manhã. Os estragos ainda não foram contabilizados – isso só será feito quando a água baixar totalmente. Nesta quarta, de um gabinete improvisado, o prefeito Márcio Cecchetini decretou estado de emergência.   Bombeiros e Defesa Civil percorrem as áreas alagadas de bote para resgatar pessoas ilhadas e verificar a situação. Apenas um bairro residencial foi atingido pelo alagamento – 35 casas foram afetadas e 67 pessoas resgatadas pelos bombeiros de bote. Elas foram levadas para casas de amigos e parentes. Outros moradores permanecem nos imóveis afetados.

A enchente também atingiu a linha de trem da CPTM que liga a cidade a Francisco Morato e Caieiras. O trajeto até Caieiras da Linha 7 está interrompido desde a madrugada de quarta, e não há previsão para sua normalização. Ônibus fazem o transporte gratuito de passageiros até Caieiras.

A inundação é considerada a maior registrada na cidade em 24 anos. Em 1987, a cidade ficou oito dias alagada. Apenas pontos altos da cidade podiam ser alcançados. Na ocasião, a água subiu ainda mais e também atingiu os prédios da administração pública.    

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