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Comandante da PM teme que dados criminais tenham uso comercial

Comandante da PM teme que dados criminais tenham uso comercial

Atualizado: Quinta-feira, 24 Março de 2011 as 1:51

O comandante da Polícia Militar de São Paulo, coronel Alvaro Batista Camilo, afirmou na manhã desta quinta-feira (24) que o governo paulista teme que a divulgação, por parte do estado, dos índices criminais por distritos policiais e por bairros seja utilizada inadequadamente "para fins comerciais", como por seguradoras ou administradoras de condomínios.

Mesmo com a preocupação, o governo não vai recuar da decisão, afirmou Camilo durante participação em seminário sobre segurança pública que reúne personalidades nacionais da área na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).     Durante o evento, o governador Geraldo Alckmin disse que todos os indicadores serão disponibilizados mensalmente à população, no site da Secretaria de Segurança Pública, a partir do dia 15 de abril. No início, os dados serão divulgados por delegacia e, no futuro, por bairro. Atualmente, o governo divulga os números da criminalidade apenas por cidade e a cada trimestre, sem detalhar a situação da violência em cada região.

O governador negou que a decisão de liberar os números tenha relação com a exoneração do cargo do diretor do Centro de Análises e Planajemanto (CAP), Túlio Khan, após divulgação de que ele vendia os dados secretos da secretaria de Segurança através de sua empresa particular. "É uma promessa antiga, queremos dar mais transparência. A informação é do cidadão", disse Alckmin.

Receio

"O único receio que temos (com a divulgação) é a utilização indevida das informações para fins comerciais, e isso pode ocorrer em um primeiro momento, mas a ideia é que o cidadão saiba cada vez o que está acontecendo", disse Camilo.

O comandante afirmou não acreditar que os dados irão ajudar os criminosos. "De maneira nenhuma, o que vai acontecer é justamente o contrário, a população irá nos cobrar mais. Queremos cada vez mais transparência. No início, os dados serão divulgados por delegacia, hoje são mais de 1.600 no estado que coincidem com as áreas das companhias da PM. No futuro, estudamos que as pessoas tenham acesso também às informações por bairro, mas ainda há um problema tecnológico porque eles não coincidem com as áreas em que a polícia trabalha", acrescentou o oficial.      

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