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Começa a transferência de bombeiros presos no Rio

Começa a transferência de bombeiros presos no Rio

Atualizado: Domingo, 5 Junho de 2011 as 8:26

Três ônibus com soldados do Corpo de Bombeiros deixaram pouco depois das 6h desde domingo (5) a Corregedoria da Polícia Militar (PM), em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Escoltados por policiais do Batalhão de Choque, os veículos seguiram para uma unidade dos Bombeiros em Charitas, Niterói.

Não há informações sobre o número de bombeiros transferidos nesta manhã.

Segundo a polícia, 439 bombeiros foram presos na manhã de sábado (4), durante uma   ação da PM ,   após invadirem o Quartel Central   da corporação, no Centro do Rio de Janeiro, na noite de sexta-feira (3).

No sábado, o promotor militar Leonardo Cunha disse que os bombeiros seriam transferidos para uma unidade-escola do Corpo de Bombeiros do estado em Jurujuba, Niterói. “Alguns ficarão na Corregedoria, mas ainda não sei quantos”, disse o promotor ao G1.

Presos responderão por três crimes Conforme o promotor, todos os 439 bombeiros presos durante a madrugada irão responder por três crimes: motim, dano e impedimento ao socorro. Pelo Código Penal Militar, diz o promotor, a pena prevista para o crime de motim é de 4 a 8 anos de prisão. Pelos danos causados ao Quartel General durante o protesto, os bombeiros poderão ser condenados a penas de 1 a 6 anos. Pelo crime de impedimento ao socorro é prevista a pena de mais 3 a 6 anos de prisão.

Segundo o promotor, os líderes do protesto poderão ter a pena aumentada por incitação ao motim.

Os autos de flagrante dos bombeiros presos serão remetidos à Justiça Militar em até 20 dias. Segundo o promotor, um Inquérito Policial Militar (IPM) foi aberto para investigar o caso e “muito provavelmente” o Ministério Público irá oferecer denúncia contra os presos.

Entre os presos há oficiais e praças. Ainda não foi divulgado quais unidades eles integram, mas “são de todo o estado”, segundo Cunha.

Coronel ferido O comandante do Batalhão de Choque da PM (BPChoque), coronel Waldyr Soares Filho, afirmou na tarde de sábado que a movimentação dos bombeiros e a invasão do Quartel Central poderia ser considerado um motim.

Com o pulso esquerdo fraturado e uma luxação no joelho esquerdo, em consequência da invasão do quartel dos bombeiros, o comandante acompanhou o trabalho de qualificação dos bombeiros presos na Corregedoria da PM. Por Pollyanna Mattos

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