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Começa demolição de casas afetadas por deslizamento em SP

Começa demolição de casas afetadas por deslizamento em SP

Atualizado: Quinta-feira, 9 Dezembro de 2010 as 4:07

A demolição de casas que foram afetadas por um deslizamento na Avenida Mendonça Drumond e na Rua Fernandes Porto Alegre, no Jardim Maringá, na Zona Leste de São Paulo, começou na manhã desta quinta-feira (9). Segundo números divulgados no início desta tarde pela Subprefeitura da Penha e pela Defesa Civil, o desmoronamento de quarta-feira (8) atingiu 20 casas, interditou 45 imóveis e deixou cerca de 100 desalojados. A Subprefeitura da Penha informou que o trabalho é feito manualmente para evitar impacto sobre outras construções. “Estamos começando a demolir as casas que estão em situação de ruína para preservar as casas de baixo que foram menos afetadas”, afirmou o subprefeito da Penha, Cássio Freire Loschiavo, que esteve na Rua Fernandes Porto Alegre nesta manhã. “A demolição é manual. O serviço é devagar. Não sabemos quanto tempo vai demorar”, declarou.

Um dia depois do deslizamento de terra, alguns moradores continuavam retirando seus pertences. Vários carros da Defesa Civil saíram levando móveis de algumas casas. Foi o caso da diarista Rosângela Rodrigues de Oliveira, de 59 anos, que morava com mais quatro pessoas em uma casa na Avenida Mendonça Drumond. Ela chorou de alegria quando viu que o pessoal da Defesa Civil conseguiu retirar a tartaruga Mimi dos escombros. “Há 35 anos ela mora comigo. Os rapazes a salvaram para mim”, afirmou a diarista. Ela e a família receberam o abrigo de um sobrinho.

Já a diarista Marta Araújo não teve a mesma sorte. Ela deixou sua casa com a sua filha de 4 anos e voltou nesta quinta na tentativa de recuperar alguma coisa. “Quando a gente viu os risquinhos aparecerem na parede, a gente achou que era um problema no reboco. Talvez a gente não quisesse acreditar no que estava acontecendo”, disse. “Todo mundo tirando as coisas e as minhas debaixo dos entulhos”, observou. Ela está abrigada na casa do pai.

De acordo com o coronel Jair Paca de Lima, o terreno está aparentemente estável, apesar da chuva forte que caiu durante a madrugada. “Acreditamos que deve ter havido estabilização do terreno. Ainda é preciso esperar pelo menos cinco dias para termos um parecer sobre a estabilidade do terreno”, afirmou o coronel.

O prefeito Gilberto Kassab informou nesta quinta que uma reunião entre a Secretaria Municipal de Habitação, a Subprefeitura da Penha e representantes das famílias afetadas está marcada para 11h desta sexta-feira (10) na própria subprefeitura. No encontro, será discutido o atendimento habitacional destinado aos moradores.

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