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Começa hoje no Rio o julgamento da milícia Liga da Justiça

Começa hoje o julgamento da milícia Liga da Justiça

Atualizado: Terça-feira, 14 Fevereiro de 2012 as 8:21

Os irmãos Natalino, ex-deputado do Rio de Janeiro, e Jerônimo Guimarães, ex-vereador, serão julgados pelo 4º Tribunal do Júri do Rio nesta terça-feira, às 10h.

Eles são acusados de chefiar uma das milícias mais perigosas do Rio, conhecida como Liga da Justiça, e de tentar assassinar Marcelo Eduardo dos Santos, cobrador de uma van que faz transportes na zona oeste da cidade. Além dos irmãos, serão julgados Luciano Guinâncio Guimarães, filho de Jerominho, e Leandro Paixão Viegas, conhecido como Leandrinho Quebra-Ossos.

Ex-policial militar, Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, também é acusado do crime, mas sua defesa conseguiu desmembrar o processo e ele será julgado de forma separada. Segundo a promotoria, o ataque teria sido cometido por ele, Luciano e Leandrinho Quebra-Ossos a mando dos dois irmãos.

Natalino Guimarães foi eleito deputado estadual pelo Partido dos Democratas (DEM) em 2006, mas acabou expulso do partido após trocar tiros com policiais que se dirigiam a sua casa. Acabou renunciando ao mandato dois anos para evitar cassação. Jerominho mantinha uma organização não governamental de fachada na zona oeste e se elegeu vereador pelo PMDB em 2000 e 2004. Em 2008 não conseguiu concorrer à reeleição porque estava preso.

O julgamento deveria ter ocorrido em outubro, mas a ausência do secretário municipal de assistência social, Rodrigo Bethlem, testemunha arrolada no caso, causou o adiamento.

O crime ocorreu no dia 15 de junho de 2005 durante uma carreata em Guaratiba, zona oeste do Rio de Janeiro. A milícia tentava, segundo denúncia da promotoria, tomar o controle da linha de van Jardim Maravilha-Campo

Grande, para cobrar um pedágio de R$ 42 por dia útil de cada um dos 64 motoristas que faziam o trajeto. Marcelo conseguiu escapar do atentado sem ferimentos.

Em março de 2009, Jerominho, Natalino, Luciano, Batman e Quebra-Ossos foram condenados pela 42ª Vara Criminal da Capital pelo crime de formação de quadrilha armada. As penas variam de nove a dez anos de prisão.

Os réus estão presos desde então na penitenciária de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

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