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Comerciantes da Feirinha da Madrugada fazem passeata no centro

Comerciantes da Feirinha da Madrugada fazem passeata no centro

Atualizado: Quarta-feira, 17 Agosto de 2011 as 11:37

Manifestantes seguem em apitaço pela rua São Caetano, no centro de São Paulo

Os comerciantes da Feirinha da Madrugada, no Brás, centro de São Paulo, seguiam em passeata pela rua São Caetano, no centro da capital paulista, às 9h30 desta quarta-feira (17). Fazendo um apitaço, eles vão em direção a Câmara Municipal, no viaduto Jacareí, onde pretendem entregar um documento provando que a situação dos comerciantes na feira é legal.

Segundo a Polícia Militar, cerca de cem pessoas participavam da manifestação, que era pacífica. Agentes da CET (Companhia de Engenharia de Trânsito) acompanhavam o protesto, que não chegou a interditar totalmente nenhuma via.

O centro comercial foi fechado no dia 6 de agosto, durante uma operação de combate à sonegação fiscal.

Na terça-feira (16), comerciantes também realizaram um protesto. Segundo a Polícia Militar, cerca de 200 pessoas participaram da manifestação, mas organizadores estimaram em 400 pessoas. Não houve registro de confrontos.

Alguns comerciantes conversaram com o prefeito Gilberto Kassab (sem partido), nesta segunda-feira (15), que disse acreditar que a reabertura da feira não passe desta sexta-feira (19). Uma nova reunião também foi marcada para sexta-feira na Prefeitura Municipal.

Ainda nesta quarta-feira, a Comissão Parlamentar que trata da Feira da Madrugada, se reúne para discutir o fechamento do empreendimento. De acordo com a comissão, novas informações chegaram ao conhecimento dos vereadores. Eles devem ouvir o Ailton Vicente de Oliveira, apontado como administrador do complexo.

Oliveira está sendo investigado suspeito de cobrar taxas por serviços que estão sendo pagos pela prefeitura. De acordo com o secretário Marcos Cintra, a prefeitura estaria gastando mensalmente R$ 1,5 milhão com limpeza, segurança, água e energia.  A expectativa dos vereadores é que Oliveira traga documentos  que demonstrem o destino do dinheiro arrecadado.     Fechamento

Uma operação de combate à sonegação fiscal, contrabando e pirataria fechou a feira na manhã do dia 6 de agosto. Segundo a Secretaria de Segurança Urbana, a ação começou no dia 5 e constatou o comércio de produtos ilegais no local. São 2.897 lojas instaladas em 4.111 boxes.     Os manifestantes dizem não serem contrários à fiscalização e declaram apoio ao combate à pirataria, mas acreditam que não seja necessário o fechamento da feira para que a ação ocorra. Eles afirmaram que farão protestos diários pelo direito de voltar ao trabalho.  

No dia do fechamento, manifestantes entraram em conflito com a Guarda Civil Metropolitana durante protesto.  De acordo com a Polícia Militar, os manifestantes jogaram pedras e garrafas nos guardas. A assessoria da polícia informou que o protesto reunia cerca de 600 pessoas e que ninguém foi preso na ocasião.            

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