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Comerciantes do centro de Campo Grande pedem mais segurança

Comerciantes do centro de Campo Grande pedem mais segurança

Atualizado: Sexta-feira, 17 Junho de 2011 as 4:03

Cerca de 100 empresários e representantes da segurança pública e do Ministério Público reuniram-se nesta quinta-feira (16) para debater a segurança na região central da cidade. Os empresários reclamam que o comércio é assaltado frequentemente e que falta policiamento, principalmente à noite.

As rachaduras no teto são o resultado de mais um furto em uma lavanderia na área central. Nos últimos quatro anos foram 12 ocorrências, entre tentativas e furtos. Nem mesmo a cerca elétrica, o alarme e o circuito interno de imagens conseguem barrar os ladrões. "Isso acontece sempre no período da noite, e o estrago que eles fazem no imóvel é muito maior do que o que eles levam", conta Adelaido Luiz Vila.

O empresário conta que desde a abertura do negócio, o prejuízo já passa dos R$ 30 mil entre o ressarcimento de roupas de clientes e reformas na estrutura do prédio. Preocupação também para os funcionários, que precisam conviver com a insegurança na hora de voltar pra casa. "A gente não sabe se vão atacar a gente com uma faca ou uma arma, como já aconteceu com vários lojistas aqui", diz a atendente Eucrízia Castilho.

No encontro, os comerciantes questionaram as autoridades sobre o policiamento durante o período noturno e pediram a criação de um posto fixo da polícia no centro da cidade. "Queremos uma proposta definida de ação mais firme com os delinquentes, porque não temos condições de sustentação com a presença deles", frisou o cabeleireiro Arcy Aquino.

Na audiência ficou definido que é necessária a reativação do ponto comunitário do centro de Campo Grande, que está desativado há três anos. A intenção é contar com o apoio da população para combater a violência na região que concentra 70% do comércio da Capital. "Isso acaba gerando desconforto e intranquilidade inclusive aos consumidores que vêm ao centro, e eles acabam fazendo opção de compra em outros locais", diz o presidente da Associação Comercial de Campo Grande, Omar Aukar.

O secretário estadual de Segurança Pública, Wantuir Jacini, disse que a partir de agora serão feitas reuniões periódicas para discussão dos problemas. A polícia saberá onde tem que agir, de qual forma e com quais recursos", explicou.          

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