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Comerciantes e consumidores da BA já se adaptam às tomadas tripolares

Comerciantes e consumidores da BA já se adaptam às tomadas tripolares

Atualizado: Terça-feira, 28 Junho de 2011 as 11:51

 As tomadas de dois pinos não poderão mais ser comercializadas a partir da sexta-feira (1° de julho) nos produtos eletroeletrônicos. As lojas devem substituí-las pelo modelo de três pinos, conforme determina o Instituto Nacional de Meteorologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro). Os comerciantes que não conseguirem um novo padrão terão que pagar multa, que varia de R$ 100 a R$ 1,5 milhão.

Por conta da medida para padronização, adaptadores, tomadas e plugs têm sido os produtos mais vendidos em uma loja de produtos elétricos e de construção em Salvador. A mudança começou nas indústrias há dois anos e desde janeiro as lojas já não vendem mais os modelos antigos.

O cirurgião dentista Maurício Barbosa já percebeu a interferência do novo padrão em sua rotina de trabalho e tenta se adaptar. “Quando a gente compra um aparelho, percebemos que o padrão já é diferente. Então a gente tem que mudar alguns terminais do consultório para adaptar aos novos aparelhos com novo padrão”, conta.

O adaptador é a opção mais em conta para quem não quer gastar com a troca das tomadas. Em compensação, não garante segurança contra algumas descargas elétricas. O eletricista Joílson de Souza comenta que o terceiro pino, chamado de aterramento, é justamente o que protege contra tais descargas. “Protege porque antes da descarga chegar até a gente, ela procura o aterramento, que é um fio que leva a descarga até o chão”.

O técnico em microeletrônica Edgar Carneiro abriu mão de uma mudança geral da fiação e preferiu os adaptadores. “A princípio como o consumo de equipamentos é pequeno, nós vamos adaptando de acordo com a necessidade”, explica.

De acordo com o eletricista Joilson, mudar todas as tomadas do apartamento de três quartos de Edgar custaria em média R$ 500, mais R$ 180 de mão de obra. Considerando o aterramento, ideal para evitar as descargas, adicionaria mais R$ 500, entre material e mão de obra, totalizando R$ 1.200. “O certo seria trocar a fiação por segurança”, afirma Joilson.          

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